1249,8kWh poupados 1249,8 kWh poupados com a
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

"Onde está o chapéu?" Carlos III debaixo de chuva torrencial em Antígua e Barbuda

Numa visita às Caraíbas marcada pelo debate sobre as reparações históricas, o céu ficou carregado e encharcou o fato claro do monarca, que admitiu ser capaz de "cultivar agrião nas calças".

GettyImages-2302603123
i

▲O momento em que Camila é retirada do palco e Carlos III fica sem chapéu de chuva

Getty Images

▲O momento em que Camila é retirada do palco e Carlos III fica sem chapéu de chuva

Getty Images

O céu ficou carregado e uma chuva torrencial e repentina encharcou as comemorações do 45.º aniversário da independência de Antígua e Barbuda, no passado domingo. “Onde está o chapéu de chuva?”, questiona, imediatamente, Carlos III. Num fato creme, ao lado de Camila, que usa um vestido branco, vira-se para trás e gesticula, repetindo a frase. A Rainha rapidamente recebe um chapéu transparente e é retirada do palanque, enquanto o monarca permanece à chuva. Passa a mão na cabeça, vê a mulher sair e desce também do palco, a levantar os braços. “Where is the umbrella?”, repete sem parar.

Um chapéu acabou por ser encontrado e entregue a Carlos III pelo major Ben Rigby, o seu ajudante de ordens. A demora, de acordo com o Telegraph, deu-se por causa do costume do país de exigir que todos permaneçam imóveis durante o hino nacional. Mesmo assim, os cinco minutos de chuva foram suficientes para deixar o chefe da Commonwealth numa situação caricata.

Mais tarde, encharcado pelos poucos minutos debaixo de água, brincou com a situação. “Comecei a cultivar agrião nas minhas calças”, riu-se o monarca. O bom humor (e talvez a água fria) é bem-vindo para aliviar dias de tensão. Horas antes, o primeiro-ministro do país havia voltado a reforçar a necessidade de o Reino Unido reconhecer e compensar os países das Caraíbas pela escravatura — e assumir que gostaria de remover o Rei do cargo de chefe de Estado.

GettyImages-2302603086

▲ Carlos III inspeciona as tropas, já protegido pelo seu chapéu de chuva

Getty Images

Gaston Browne deu uma entrevista à ITV News, depois de acompanhar Carlos e Camila numa celebração religiosa no passado domingo, e afirmou-se “um republicano”. “Portanto, se me perguntassem sobre a minha opinião pessoal, gostaria de ver Antígua e Barbuda tornar-se uma república”, disse o primeiro-ministro, apesar de destacar que aceita o atual regime. “Sirvo o Rei e ele continuará a desfrutar — sabe como é — de todas as cortesias e do respeito que cabem ao nosso Rei”.

Browne também reforçou a sua visão sobre o pedido de uma compensação financeira pela escravatura. “Compreendo a conjuntura política no Reino Unido, na qual lhe pode ser difícil concordar com qualquer forma de reparações; contudo, tal não anula a necessidade de reparações”, disse. “Se não houver compensação, é provável que estas atrocidades se repitam no futuro. E já é possível ver o que está a acontecer em todo o mundo.”

As declarações vêm depois de Andy Burnham admitir fazer um pedido de desculpas formal pelo papel do Reino Unido no comércio de escravos durante a próxima conferência de líderes da Commonwealth (CHOGM), que se realiza esta semana. Contudo, o primeiro-ministro britânico reforçou que “não se pode obrigar os britânicos a pagar pelos erros da escravatura”. “Mas temos de enfrentar a nossa história complexa”, acrescentou.

O tema da escravatura tem dominado a visita do monarca nas Caraíbas desde o arranque, na passada terça-feira, quando Carlos III fez um discurso a reconhecer “o grande sofrimento” causado pelo tráfico de escravos nos séculos XVII e XVIII. Carlos vai discursar na conferência dos líderes da Commonwealth no dia 3 de novembro.

[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

O seu plano não inclui a oferta de artigos

Para poder oferecer artigos aos seus amigos, faça upgrade para um plano de subscrição superior.

Ofereça até artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.