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Quem tem asas nos pés?

O que é que um parkour, um graffiti artist e um surfista têm em comum? Todos palmilham os locais que procuram através do seu próprio pé… e com muito estilo.

Getty Images/iStockphoto

Partir à descoberta implica ir ao mais ínfimo recanto de um local, mesmo que este seja a cidade onde moramos. Palmilhar ruas e vielas, cujos pormenores podem passar despercebidos aquando a passagem de carro. O melhor? Descobri-la, passeando a pé. É o que João Caetano, David Pereira e André Silva fazem no seu dia a dia. Partem à descoberta de novos lugares para poderem fazer aquilo que escolheram para as suas vidas, que é mais do que uma profissão, é um estilo de vida.

Um surfista empreendedor

João Caetano não dispensa o seu ritual: acordar cedo para ir surfar, de modo a carregar baterias para enfrentar o reboliço da cidade. “Saio da praia completamente relaxado, e volto para a cidade e para esse ritmo que não tem nada que ver”, explica. Pousada a prancha, é tempo de calçar os ténis Brooklyn, da Timberland, para se dedicar ao seu mais recente projecto: o TheGreatEscape.Travel. Depois de 15 anos como designer, criou esta agência — que desenha férias ou experiências à medida de cada cliente —, de modo a poder ter o “estilo de vida que queria levar”: com liberdade, passeando à procura da novidade. “Passo o dia todo a ir ter com clientes, parceiros, a ter ideias, a discutir com uns e com outros”, refere. E entre o experimentar de uma coisa nova e a descoberta de um lugar nunca antes visitado, o alvoroço citadino também lhe serve de inspiração: “Observar a vida da cidade ajuda-me a pensar, a ter ideias”.

Uma forma diferente de descobrir a cidade

Saltar entre muros, deslizar em corrimãos ou pular prédios. É algo que requer muita perícia e técnica, o que nem todos dominam. Excepto quando se pratica parkour. É assim que David Pereira vive e descobre a cidade. “Já tive os meus tempos em que saía de casa às 6h da manhã e só voltava às dez da noite, e andava em Lisboa só à procura de “spots” para praticar parkour”, confessa. Mas para ele, o melhor é poder partilhar com outros o que sabe fazer. “Eu sempre gostei de dar mais, principalmente à comunidade. Por isso é que eu, com o meu grupo, fiz vários eventos. Tentei oferecer aulas para as pessoas”, revela. David vive, assim, da sola dos seus Brooklyn, a partir da qual tenta manter o equilíbrio entre a agitação urbana e a liberdade de um salto.

O potencial do betão

“Sempre que ando pela cidade, estou atento. Todas as paredes parece que têm as suas possibilidades”, refere André Silva graffiti writer, que devido à arte que escolheu como estilo de vida, conhece a cidade pelas suas paredes. “Gosto de fazer as coisas pensadas e planeadas, e encontrar a parede perfeita”, admite. E, por isso, André calça os seus Brooklyn e parte a palmilhar

Outras profissões agitadamente urbanas

Não remetem os seus profissionais para um dia entre quatro paredes. Pelo contrário, estas profissões exigem um q.b. de dinamismo, alguma correria e o pulsar da agitação urbana. Relembramos três profissões que conhecem a cidade como a palma das mãos, que a palmilham todos os dias e que cumprem heroicamente, um serviço indispensável à sociedade civil.
Todos podiam ser os heróis com uns Brooklyn calçados, porque todos são sinónimos deste lema:

  • Bombeiro
  • Carteiro
  • Médico do INEM

a cidade até encontrar aquilo que pretende, com um objetivo: dar mais vida a um espaço que poderia passar despercebido, mas que, afinal, tem imenso potencial. “Às vezes, juntamo-nos em grupos de 10 ou mais pessoas, apropriamo-nos de espaços e damos-lhes vida. E essa energia de grupo faz com que o resultado seja mais impactante na sociedade e na nossa arte também”, revela. A cidade é a sua tela, e o estilo citadino faz parte do seu ser.

Palmilhar com estilo

Um surfista, um praticante de parkour e um graffiti writer. Todos têm em comum um estilo de vida livre, ainda que urbano, que implica muito andamento para descobrir os contornos de uma cidade, com o objetivo de alcançar um bem comum. Mas implica também encontrar o melhor calçado para o conforto dos pés, sem deixar de ter o seu próprio estilo. A Timberland desafiou estes três intervenientes, dando-lhes a experimentar os novos Brooklyn. Uns ténis irreverentes, atuais e urbanos, que não descuram o conforto necessário que uma vida ativa e cheia de descobertas — como a da cidade — implica.

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