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Ciclismo

Enrique Sanz continua a ter “sorte” em Portugal ao conquistar a segunda vitória da Volta ao Alentejo

O espanhol Enrique Sanz somou esta quarta-feira a segunda vitória em Portugal em oito meses e tornou-se o primeiro camisola amarela da Volta ao Alentejo em bicicleta.

À exceção de Luís Mendonça, o melhor português, o pódio foi dominado pelas duas equipas bascas, com a Euskadi-Murias a ser a melhor equipa

NUNO VEIGA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O espanhol Enrique Sanz somou esta quarta-feira a segunda vitória em Portugal em oito meses e tornou-se o primeiro camisola amarela da Volta ao Alentejo em bicicleta, após ter sido o mais forte na etapa inaugural. No final dos 208,1 quilómetros entre Montemor-o-Velho e Moura, Sanz repetiu o triunfo conseguido na sétima etapa da última Volta a Portugal, no Alto de Santa Luzia, somando o terceiro triunfo na carreira. O outro aconteceu em 2011, na Volta à Comunidade Valenciana.

No ano passado, também ganhei na Volta a Portugal. [Portugal] Dá-me sorte. São chegadas bonitas e que são boas para mim. Estivemos muito bem e felizmente pudemos ganhar. Outras vezes fizemos segundo ou terceiro e, se calhar, até trabalhámos melhor”, disse Sanz, no final da etapa mais longa da ‘Alentejana’. O basco, de 29 anos, concluiu a etapa em pouco mais de 5 horas, ficando à frente do português Luís Mendonça (Rádio Popular-Boavista), vencedor da ‘Alentejana’ em 2018, e do espanhol Vicente García de Mateos (Aviludo-Louletano), segundo e terceiro, respetivamente. Para quinta-feira, na ligação entre Mértola e Odemira (182,8 quilómetros), Sanz lembra que “cada dia é uma oportunidade”, pelo que quer “continuar a ganhar”.

O ‘sprint’, em subida, acabou por beneficiar Sanz, tal como tinha acontecido em Viana do Castelo, com Luís Mendonça a mostrar-se recuperado da fratura na mão direita, sofrida na Volta ao Algarve, e intrometeu-se na luta da vitória, para recuperar a amarela que vestiu na temporada passada.

“Eu fisicamente sinto-me muito bem. Sabia que estava muito bem e, se as dores na mão não me traíssem [fraturou um osso na Volta ao Algarve], eu sabia que ia estar bem. (…) Estava muito a acreditar na vitória, mas segundo é muito bom e isto abriu-me expectativas para estar de novo na luta pela Volta ao Alentejo”, assumiu.

A ação na etapa começou bem mais cedo e logo ao quinto quilómetro quatro ciclistas saíram do pelotão, com o espanhol Antonio Soto (Euskadi) e o neozelandês James Fouché (Team Wiggins) a ‘despacharem’ pouco depois os portugueses Pedro Pinto (Miranda-Mortágua) e David Ribeiro (LA Alumínios).

A dupla chegou a ter 7.10 minutos de vantagem, mas Soto, após passar em primeiro na única contagem de montanha do dia, deixou o campeão neozelandês sozinho na frente, que aguentou até aos últimos 40 quilómetros antes de ser absorvido pelo pelotão, comandado pela Euskadi-Murias, que teve o apoio da W52-FC Porto e da Sporting-Tavira.

À exceção de Luís Mendonça, o melhor português, o pódio foi dominado pelas duas equipas bascas, com a Euskadi-Murias a ser a melhor equipa, Antonio Soto (Euskadi) a liderar a montanha e o colombiano Sergio Higuita, seu companheiro de equipa, a juventude. A primeira etapa da ‘Alentejana’ ficou ainda marcada por duas quedas, que partiram o pelotão, além de terem obrigado o espanhol Mikel Alonso (Euskadi) a desistir.

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