Rádio Observador

Banco Mundial

Nove em cada dez pobres vão viver em África em 2030 avisa Banco Mundial

A maioria dos atuais sete milhões de pobres estão principalmente concentrados em África, refere o Banco Mundial. O crescimento económico previsto no continente é de menos de um por cento até 2021.

O aviso foi feito na primeira conferência de imprensa de David Malpass, presidente do Banco Mundial

KIMIMASA MAYAMA/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O presidente do Banco Mundial (BM), David Malpass, alertou esta quinta-feira que, em 2030, nove de dez pessoas consideradas pobres vão viver em África, principalmente na África subsariana, onde ocorre o maior crescimento de pobreza extrema.

O aviso foi feito na primeira conferência de imprensa de David Malpass como presidente do BM, em Washington, nas reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI), onde o norte-americano disse que em 2030, nove de dez pessoas consideradas extremamente pobres vão viver em África.

Apesar de o número de pessoas a viver em condições de pobreza extrema ter descido desde a década de 1990, o BM considera muito preocupante que a maioria dos atuais sete milhões de pobres estejam principalmente concentrados no continente africano.

Na África subsariana estão localizados seis países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

O presidente do BM avisou que a acumulação de dívida nos países menos desenvolvidos é uma forma de estes países crescerem economicamente, desde que o processo seja feito de forma transparente.

Moçambique é um país com dívida muito elevada, e várias consultoras estimam que a dívida pública já supere os 100 por cento do Produto Interno Bruto, um valor considerado insustentável pelos analistas. O Estado moçambicano está em mãos com o escândalo das chamadas “dívidas ocultas”, após ter assumido empréstimos duvidosos de cerca de dois mil milhões de euros à margem da lei, num caso de corrupção.

David Malpass referiu que, para Moçambique, recentemente afetado pelo ciclone Idai, o Banco Mundial está a trabalhar em projetos e programas de distribuição efetiva de recursos.

O Banco Mundial anunciou no mês passado que vai financiar Moçambique com 90 milhões de dólares (quase 80 milhões de euros), no âmbito do programa de gestão de acidentes e riscos (DRM), incluindo a minimização das consequências da passagem do ciclone Idai.

Na região do continente africano, o crescimento previsto é de menos de um por cento até 2021, o que aumenta o risco de concentração de pobreza extrema.

A desaceleração da economia está a acontecer de forma global, o que envia três avisos preocupantes para o BM: o declínio das reformas estruturais nas principais economias, stresse financeiro em grandes economias emergentes e elevada incerteza política, a nível global.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)