Rádio Observador

Sporting

Marcel Keizer e o culto do altruísmo que lhe valeu seis meses como não se viam há mais de uma década

552

É preciso recuar a 2008 para encontrar uma época com dois troféus ganhos pelo Sporting mas, após mais uma vitória, foi dos jogadores e de quem trabalha no clube que Keizer falou. E de Bruno, claro.

Marcel Keizer estreou-se pelo Sporting na Taça de Portugal (Lusitano Vildemoinhos) e acabou temporada a levantar o troféu

AFP/Getty Images

Quando Marcel Keizer chegou a Alvalade, o Sporting já não tinha um treinador estrangeiro desde Franky Vercauteren (com o sucesso, ou a falta dele, que registou nos poucos meses que esteve no clube). O único ponto em comum era mesmo a anterior equipa, o Al Jazira. Mas nem isso, nem a falta de um currículo com muitos títulos, nem o desconhecimento de uma realidade complexa como a que os leões atravessavam nessa fase impediu a sua contratação. Seis meses depois, os resultados surgiram.

“Ganhar dois troféus é muito bom. A mentalidade desta equipa é inacreditável, lutaram até à exaustão e no final não havia uma gota mais de energia. Foi uma grande luta, de novo com penáltis, e estou muito satisfeito. Este jogo foi ainda mais complicado do que as meias-finais e a final da Taça da Liga porque sofremos um golo no final do prolongamento e tínhamos apenas três minutos para recuperar o foco e voltarmos a estar preparados. Todos os jogadores estiveram muito bem, com um guarda-redes também muito bom a defender penáltis”, começou por referir o holandês na conferência.

“Fizemos tudo juntos, adjuntos, funcionários do Sporting, outras pessoas que trabalham aqui. Pensar em novembro que podíamos ganhar dois troféus… é muito bom. O que senti quando Bruno Fernandes levantou o troféu? Bem, quando vamos para cima é algo mais para os jogadores, o treinador está mais atrás apenas a ver os seus jogadores celebrarem. Os jogadores merecem todo o crédito porque a mentalidade do grupo é excelente e fizeram no jogo o que fazem nos treinos”, atiraria mais tarde, em mais uma ideia altruísta que foi mantendo com sucesso ao longo dos meses em que está em Portugal.

Sobre a próxima época, Keizer voltou a passar um pouco ao lado da permanência de Bruno Fernandes mas garantiu que a ideia passa por ter um plantel mais competitivo. “Estamos preparados para perder jogadores, acontece sempre no verão. Outros virão para os seus lugares. Espero que a maioria fique mas quando os jogadores têm uma época de grande rendimento, tudo pode acontecer. Início de ciclo? É difícil dizer isso, depende da próxima janela de transferências. O clube está a fazer tudo para preparar da melhor forma este plantel. Ganhámos duas taças mas não é a mesma coisa do que o Campeonato e aí ficámos a mais de dez pontos dos nossos adversários. Temos de reduzir essas distâncias”, sublinhou.

Por fim, o técnico recordou ainda o “ano muito emocional que fez com que a equipa soubesse a importância do jogo” mas não se lembrou das palavras que teve com Bruno Fernandes após o penálti decisivo de Luiz Phellype. “Não me recordo mesmo… Talvez tenha dado os parabéns pelo jogo e pela temporada que fez”, confessou.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: broseiro@observador.pt
Trabalho

Ficção coletiva, diz Nadim /premium

Laurinda Alves

Começar reuniões a horas e aprender a dizer mais coisas em menos minutos é uma estratégia que permite inverter a tendência atual para ficarmos mais tempo do que é preciso no local de trabalho.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)