O estilo de dança de Michael Jackson é um marco. Morreu faz esta terça-feira exatamente dez anos e para a História deixa os movimentos súbitos e em pontas dos pés, a mão no chapéu e, claro, o famoso moonwalk. Mas todos têm uma fonte de inspiração — e o rei da pop também, escreve o ABC.

Sim, é verdade: o tão conhecido moonwalk, que Michael Jackson tornou famoso em 1983 ao cantar “Billie Jean”, pode na verdade ter sido inspirado numa cena de um filme. Nove anos antes, o realizador, dançarino e coreógrafo Bob Fosse protagonizou uma cena de dança em “O Principezinho”. Bob Fosse encarnava uma serpente e a coreografia é em tudo semelhante à performance de Michael Jackson em palco.

A própria indumentária do dançarino (a começar pelos sapatos e meias brancas) aproxima-se do estilo de Michael Jackson. E o moonwalk que o cantor pop tanto protagonizou ao longo da carreira e tornou imortal pode mesmo ser visto em “fase embrionária” na coreografia de Fosse.

Os primeiros relatos de moonwalk remontam aos anos 30. Na altura, o cantor de jazz e dançarino Cab Calloway usou o passo nas suas atuações, assim como outros artistas. Mas o moonwalk ainda não existia: Cab Calloway chamou ao passo “The Buzz”. A partir daí, o movimento começou a pegar. Nos anos 40, foi a vez das atrizes Judy Garland e Margaret O’Brien fazerem um passo semelhante no filme “Under the Bamboo Tree”. Seguiu-se o ator e comediante Dick Van Dyke e o dançarino afro-americano Bill Bailey.

Nos anos 70, o trio de lutadores de wrestling Michael “Pure Sexy” Hayes, Terry Gordy e Buddy Roberts chegou mesmo a adoptar o moonwalk como forma de entrada em ringue. Mas foi nos anos 80 que o original “The Buzz” passou eternamente a moonwalk, com o rei da pop tornar o movimento famoso.

Michael Jackson morreu no dia 25 de junho de 2009, em Los Angeles. Estaria hoje quase a completar 60 anos. Preparava-se na altura para um regresso aos palcos com This Is It, uma série de concertos. Iniciou a carreira em 1971 e tornou-se o artista mais rico de sempre. Vendeu em vida 1,5 mil milhões de álbuns — o mais famoso foi Thriller (1982). Entre polémicas e excessos, o nome do cantor continua —  continuará — entre os “grandes” da música mundial.