Os direitos da sitcom“Seinfeld” foi comprada pelo serviço de streaming Netflix, alegadamente por um valor superior a 500 milhões de dólares. A série vai estar disponível a partir de 2021, quando o contrato dos produtores com a Sony Pictures Television, que detém os direitos de distribuição, terminar. “Seinfeld” chega em substituição de “Friends” e “The Office”, que vão deixar de estar disponíveis na Netflix a partir de 2020 por cessação de contrato com os produtores dessas sitcoms.

Ao Los Angeles Times, que avançou com a notícia, Mike Hopkins, presidente da Sony Pictures Television, confirmou: “Seinfeld é um programa único, definidor de cultura. Agora, 30 anos depois de ter estreado, continua preponderante. Estamos entusiasmados por entrar nesta parceria com a Netflix para levar esta série tão apreciada até aos fãs da atualidade e às novas audiências por todo o mundo”. Segundo ele, os 180 episódios da série vão estar disponíveis em todos os países onde o serviço de streaming está estabelecido.

Uma fonte próxima ao negócio afirma que a Netflix pagou mais do que os 500 milhões de dólares (o equivalente a 455 milhões de euros) que havia desembolsado para transmitir “The Office”, que agora passará para a NBC Universal. Já “Friends”, outro clássico dos sitcoms, tinha custado 425 milhões de dólares (cerca de 386 milhões de euros) à Netflix. A partir de 2020 estará nas mãos da WarnerMedia. No entanto, “The Office” só está disponível nos Estados Unidos, enquanto “Seinfeld” vai ser vista mundialmente.

De resto, os valores que a Netflix terá pago por “Seinfeld” devem ultrapassar em muitos milhões de dólares o preço que a Hulu, da Walt Disney Co., pagou para transmitir essa série durante os últimos seis anos: em 2015, o negócio rendeu 130 milhões de dólares (118 milhões de euros) à Sony Pictures Television por um contrato  que termina em 2020. Desta vez, sem que se saibam mais detalhes do contrato entre a distribuidora e a Netflix, o negócio deverá ter valido pelo menos quatro vezes mais.