O Prémio Fundação Mário Soares foi atribuído este ano à investigação “Jornais, Jornalistas e Poder: A imprensa que nasce na Revolução e as lutas políticas de 1975”, de Pedro Miguel Marques Gomes, anunciou esta terça-feira a fundação.

A obra, uma investigação sobre a imprensa após o 25 de Abril e a sua relação com as lutas políticas de 1975, resulta da dissertação de doutoramento em História apresentada pelo historiador Pedro Marques Gomes na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, segundo um comunicado da Fundação Mário Soares.

A decisão foi tomada por unanimidade do júri, constituído pelo historiador José Pacheco Pereira, pelo professor António Manuel Gonçalves de Carvalho, diretor do Museu Nacional de Arqueologia, e pelo jornalista José Pedro Castanheira.

O júri decidiu igualmente atribuir uma menção honrosa a “1961 – Sob o Viés da Imprensa. Os jornais portugueses, britânicos e franceses na conjuntura da eclosão da guerra no império português”, de Tânia dos Reis Alves, dissertação de doutoramento em Sociologia, apresentada no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

Instituído em 1998, o Prémio Fundação Mário Soares destina-se a galardoar autores de dissertações académicas ou de outros trabalhos de investigação realizados no âmbito da História de Portugal do século XX”, lê-se no comunicado.

O prémio tem o apoio da Fundação EDP desde 2011.