Conhecida por uma abordagem artística que mescla universos como a pintura, poesia, performance e instalação, a obra da pintora e poetisa Maria Mergulhão é um constante manifesto contemporâneo que incita a reflexão, um exercício ativista e provocador, alicerçado por uma narrativa pessoal, emocional e intimista, que se reflete através de um traço que tem tanto de simples como de honesto.

Biografia

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Natural de Lisboa, Maria Mergulhão nasceu em 1993. Em 2010, com 17 anos, rumou a Londres para estudar Fine Arte, na faculdade de Goldsmiths e na University for Creative Arts. Vivendo sempre no meio artístico, a artista regressou a Portugal em 2016, onde, desde então, reside na zona de Cascais e trabalha no seu estúdio cor-de-rosa na capital portuguesa. Desde 2018, tem-se afirmado no panorama artístico nacional com exposições regulares como, por exemplo, I Drove By You, Hello My _______, e Up Next: It’s Your Life!.

E são esses mesmos os predicados que estão na base de Messages in a Bottle, uma exposição que terá lugar no Museu Municipal de Faro e que junta uma coleção de quadros que têm como ponto de partida clichés da música pop, nomeadamente fragmentos líricos que ficam no ouvido e definiram uma geração ou época.

Através destas obras, Maria Mergulhão, confessa admiradora do trabalho do austríaco Gustav Klimt, mestre do movimento simbolista, presta particular atenção a frases que ajudam a definir certos aspetos da condição feminina e que contribuem para a integração e emancipação da sexualidade da mulher no quotidiano. Paralelamente, a artista questiona o papel do plágio no mundo da arte, estendendo essa reflexão à criação de histórias, mitos e lendas.

Para tal, e como apanágio do seu percurso artístico, o veículo de comunicação escolhido são quadros generosos em dimensão e cujo colorido associa técnicas de cariz urbano como o graffiti em contraste com a figuração, linhas abstratas e a linguagem escrita. O resultado são telas grandes, de cores gritantes, que revelam jogos de palavras ou frases emotivas, e de carácter intimista, que pretendem transmitir mensagens fortes.

A exposição é inaugurada a 5 de dezembro e pode ser vista, e sentida, até 23 de fevereiro de 2020.