Momentos-chave
- Protestos em Londres causam confronto com a polícia
- Boris Johnson: "Este país merece uma pausa do Brexit"
- Entrevista a Andrew Gimson, biógrafo de Johnson. "As pessoas sentem que podiam tomar um copo com Boris no bar"
- Jeremy Corbyn assume derrota e queixa-se de "abusos pessoais" da imprensa. "Fiz tudo o que podia para liderar este partido"
- Primeira-ministra da Escócia anuncia intenção de convocar novo referendo à independência
- David Cameron celebra o "fim do Corbynismo" em mensagem de apoio a Boris sem referências ao Brexit
- Rainha Isabel II já convidou formalmente Boris Johnson para formar governo
- A tempestade que atrasou a contagem dos votos no sul da Inglaterra
- Os próximos passos na novela do Brexit
- Os resultados até agora
- Boris termina discurso de vitória: "Vamos concretizar o Brexit, mas primeiro vamos tomar o pequeno-almoço"
- Boris: "Brexit é agora a decisão irrefutável, irresistível e indiscutível do povo britânico"
- Boris Johnson faz discurso de vitória no "momento glorioso antes do pequeno-almoço, antes do amanhecer de um novo dia e de um novo governo"
- Jo Swinson abandona a liderança do Lib Dem
- É oficial: os conservadores já têm maioria absoluta
- Jo Swinson perde lugar e lamenta subida do "nacionalismo" nos "dois lados da fronteira"
- Boris Johnson vence no seu círculo eleitoral e destaca "mandato poderoso para cumprir o Brexit"
- Corbyn deixa o Labour, mas não de imediato. Vai liderar o partido durante "processo de reflexão"
- Primeira projeção dá maioria absoluta a Boris Johnson e conservadores
- Numa das assembleias do voto do renhido círculo de Westminster, há "mais gente do que o habitual"
- Jeremy Corbyn recebido por manifestante vestida de Elmo
- Boris Johnson já votou — e não foi sozinho
Histórico de atualizações
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O liveblogue que acompanhou as eleições (e o rescaldo) das eleições no Reino Unido termina aqui. Obrigada por nos ter acompanhado.
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Uma pessoa detida nos protestos
A polícia de Londres confirma que uma pessoa foi detida durante os protestos desta sexta-feira. Segundo o The Guardina, ainda há cerca de 150/200 manifestantes na rua.
Police threaten protesters with batons raised above their heads to stop them from walking down Victoria street to Parliament square. pic.twitter.com/yJm5P3ApUo
— Damien Gayle (@damiengayle) December 13, 2019
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Em Glasgow, também há protestos contra Boris Johnson.
Crowds gather here in Glasgow city centre for a protest against PM Boris Johnson. @BBCScotlandNews pic.twitter.com/skDSG59twh
— Connor Gillies (@ConnorGillies) December 13, 2019
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Protestos em Londres causam confronto com a polícia
Há protestos contra Boris Johnson, em Londres. Centenas de manifestantes cercaram um contingente de polícias e já houve confrontos no final da rua do Parlamento, quando os manifestantes estavam a tentar voltar para Downing Street. O The Guardian diz que pelo menos uma pessoa apareceu nas imagens com a cara ensanguentada.
Police make another attempt to stop anti #Boris protesters on Victoria embankment, but are unable to stop them making their way to Parliament square pic.twitter.com/lfhPVuLkRQ
— Damien Gayle (@damiengayle) December 13, 2019
These are the latest pictures from protests in Westminster following the #GeneralElectionResults.
Demonstrators have been seen holding signs which read: "No to Boris Johnson" and "Defy Tory rule".
Follow updates here: https://t.co/Qhd0LZ6bgy pic.twitter.com/WwjayTavB8
— Sky News (@SkyNews) December 13, 2019
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Johnson mantém-se contra referendo à independência da Escócia
Boris Johnson vai tentar impedir o pedido de referendo à independência da Escócia. No final da tarde desta sexta-feira, um porta-voz de Downing Street disse que o primeiro-ministro britânico já tinha falado com Nicola Sturgeon, homólogo escocês, e que “reiterou o seu compromisso inabalável de fortalecer” a união.
“Sobre o Brexit, o primeiro-ministro disse que agora estava numa posição de fazer com que tudo acontecesse de forma a permitir a todo o Reino Unido avançar em conjunto, dando certezas aos negócios escoceses e melhorando as vidas das pessoas que moram na Escócia”, afirmou o porta-voz.
O primeiro-ministro terá ainda deixado claro de que se mantém contra um segundo referendo à independência, “ficando do lado das pessoas na Escócia que não querem voltar à divisão e incerteza”. Disse ainda que o resultado do referendo de 2014 tinha sido decisivo e que deveria ser respeitado.
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Boris Johnson: "Este país merece uma pausa do Brexit"
O primeiro-ministro Boris Johnson acabou há minutos de discursar em frente à residência oficial, em Downing Street, Londres, para repetir muitas das ideias que já tinha sublinhado no discurso que fez de manhã, e para destacar que o Reino Unido “merece merece uma pausa da discussão, uma pausa da política, uma pausa permanente de falar do Brexit”. Dirigindo-se tanto aos que votaram nele como aos que ainda querem permanecer na UE, Johnson disse mesmo que quer que o país despache rapidamente o assunto do Brexit para se focar no desenvolvimento do Serviço Nacional de Saúde.
“Esta manhã fui ao Palácio de Buckingham e vou formar um novo governo. Na segunda-feira, os deputados vão chegar a Westminter para formar um novo Parlamento. Estou orgulhoso por dizer que os membros do nosso novo governo de uma nação, governo do povo, vêm de círculos eleitorais que nunca tiveram um deputado conservador por 100 anos. Claro, vão ter um mandato desta eleição para concretizar o Brexit e vamos honrar esse mandato até 31 de janeiro”, assinalou Boris Johnson.
“Quero falar diretamente a todos os que o tornaram possível e a todos os que votaram em nós pela primeira vez. Obrigado pela confiança que colocaram em nós e em mim. Vamos trabalhar a todo o tempo para retribuir a vossa confiança e concretizar as vossas prioridades. Quero falar também àqueles que não votaram em nós e em mim e que talvez ainda queiram permanecer na UE. Quero que saibam que neste governo nunca vamos ignorar os vossos sentimentos positivos de simpatia perante as outras nações da Europa. Agora é o momento, quando saímos da UE, de deixar esses sentimentos encontrarem uma expressão renovada e construir uma nova parceria, que é um dos grandes projetos para o próximo ano”, continuou o primeiro-ministro.
Boris Johnson disse querer trabalhar “com a UE, como amigos e soberanos iguais, para combater as alterações climáticas e o terrorismo, para construir uma cooperação académica e científica”. “Apelo a toda a gente para que possam encontrar formas de encerrar o assunto e deixar que a cura comece a ser feita. A principal prioridade do povo britânico agora é que nos devemos focar no Serviço Nacional de Saúde. Essa ideia bela que representa o melhor do nosso país. Se se perguntarem a vós mesmos o que é que vamos fazer. Vamos unir-nos, unir todo este incrível Reino Unido, Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, juntos.”
“Este país merece uma pausa da discussão, uma pausa da política, uma pausa permanente de falar do Brexit”, concluiu.
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Entrevista a Andrew Gimson, biógrafo de Johnson. "As pessoas sentem que podiam tomar um copo com Boris no bar"
A jornalista do Observador Cátia Bruno tem estado no Reino Unido a acompanhar os dias que antecederam as eleições e a contar as histórias da noite eleitoral. Em Londres, sentou-se com Andrew Gimson, o biógrafo de Boris Johnson, para conversar sobre o homem que esta quinta-feira foi eleito primeiro-ministro. Pode ler aqui a entrevista.
Andrew Gimson, biógrafo de Johnson. “As pessoas sentem que podiam tomar um copo com Boris no bar”
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Jeremy Corbyn assume derrota e queixa-se de "abusos pessoais" da imprensa. "Fiz tudo o que podia para liderar este partido"
O líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, deu ao fim da manhã uma entrevista que está a ser agora divulgada pela imprensa britânica. Assumindo-se “obviamente muito triste” com o resultado obtido pelo partido, Corbyn — que no discurso de aceitação do seu lugar como deputado no círculo de Islington já tinha dito que não irá liderar o partido nas próximas eleições — reafirmou o “orgulho” no programa eleitoral trabalhista e lamentou que haja muita gente, sobretudo os mais pobres, que vão “sofrer muito” com as políticas do Partido Conservador.
“Fiz tudo o que podia para liderar este partido”, diz Corbyn, acrescentando que foi alvo de “mais abusos pessoais do que qualquer outro líder por grande parte dos media“. “Fiz tudo o que podia fazer para vencer esta eleição de forma a acabar com a divisão entre os que votaram para sair e os que votaram para ficar”, assinalou, mostrando-se ainda assim otimista com o futuro.
“Claro que assumo a responsabilidade por avançar com este programa político, mas devo dizer que o manifesto foi apoiado universalmente pelo nosso partido”, afirmou Corbyn, acrescentando: “Não desistimos da esperança eterna de uma sociedade mais decente.”
Questionado sobre se as suas posições pessoais levaram o partido a perder votos, Corbyn disse que não e lamentou que a eleição tenha sido dominada pelo Brexit. E acrescentou mesmo que “o resultado não teria sido diferente” se o líder trabalhista fosse um político mais centrista.
Confirmando que não será o líder do partido nas próximas eleições, Jeremy Corbyn disse que a atitude mais responsável é não sair já. “Ficarei aqui até alguém ser eleito para me suceder”, algo que deverá acontecer no início do próximo ano. Mas Corbyn não vai abandonar o parlamento. “Serei o deputado por Islington North e vou continuar o trabalho político que fiz toda a vida”, assegurou.
Jeremy Corbyn says he's "very sad" at the #GeneralElectionResults.
The Labour leader says he still has "pride" in the party's manifesto but admits that the #GE2019 was all about #Brexit.
Follow live updates here: https://t.co/mIVos7BkUh pic.twitter.com/Zo0jx2BRDh
— Sky News (@SkyNews) December 13, 2019
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Os funcionários de Downing Street aplaudiram Boris Johnson à chegada à residência oficial após a formalização do convite para a formação de governo feito pela Rainha Isabel II.
Prime Minister @BorisJohnson returns to 10 Downing Street and is welcomed by staff following an audience with Her Majesty the Queen. pic.twitter.com/oSycEGDqtP
— UK Prime Minister (@10DowningStreet) December 13, 2019
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Escócia "rejeitou Boris Johnson e os Conservadores" e disse "mais uma vez não ao Brexit"
Nicola Sturgeon começou por assinalar que a Escócia “rejeitou Boris Johnson e os Conservadores” e disse “mais uma vez não ao Brexit”. “Durante esta campanha, disse repetidamente que todas as eleições são importantes, mas que esta importava muito. O futuro da Escócia estava em jogo”, afirmou.
Na Escócia, o Partido Nacional Escocês elegeu 48 deputados, contra apenas seis dos Conservadores, quatro dos Democratas Liberais e um dos Trabalhistas.
“Quer a Escócia se torne ou não um país independente, isso é um assunto para as pessoas que vivem aqui. Não é uma decisão para nenhum primeiro-ministro de Westminster, e não é certamente para um que sofreu uma derrota esmagadora na Escócia ontem”, afirmou Sturgeon, sublinhando que transferir o poder de convocar um referendo para o parlamento escocês é uma das suas prioridades.
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Primeira-ministra da Escócia anuncia intenção de convocar novo referendo à independência
A primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, está a discursar neste momento e anunciou a intenção de convocar um novo referendo à independência da Escócia, após a vitória do Partido Nacional Escocês naquele país.
“O governo da Escócia vai publicar na próxima semana o caso democrático detalhado para a transferência de poderes para permitir um referendo”, anunciou Nicola Sturgeon.
Isto significa que Sturgeon pretende que o parlamento britânico transfira para o parlamento escocês o poder de convocar um referendo à independência. “Isto não é pedir autorização a Boris Johnson ou a outro político de Westminster. É o direito dos escoceses, e o senhor, enquanto líder de um partido derrotado na Escócia, não tem o direito de se mter no meio”, disse Sturgeon, dirigindo-se diretamente a Johnson.
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David Cameron celebra o "fim do Corbynismo" em mensagem de apoio a Boris sem referências ao Brexit
O ex-primeiro-ministro britânico David Cameron, que em 2016 convocou o referendo do Brexit, deixou esta manhã uma mensagem de apoio a Boris Johnson.
“Muitos parabéns a Boris Johnson e aos candidatos conservadores que trabalharam tanto. É um resultado extraordinário e poderoso que marca o fim de Corbyn e do Corbynismo, o que é bom para o nosso país”, escreveu David Cameron num comunicado divulgado pelo Twitter.
“Mas, mais importante, isto dá-nos um governo forte e decisivo que pode trazer a dinâmica económica e os bons serviços públicos de que precisamos”, acrescentou.
Numa mensagem em que nunca se refere ao Brexit, David Cameron conclui: “Muitas pessoas colocaram a sua confiança nos conservadores pela primeira vez e temos de continuar a merecer essa confiança governando para o país todo. O primeiro-ministro tem o meu total apoio ao trabalhar para isso”.
Huge congratulations to @BorisJohnson and all those @Conservatives candidates who worked so hard. An extraordinary and powerful result. Full statement below. #GeneralElection2019 pic.twitter.com/6n64grHUj7
— David Cameron (@David_Cameron) December 13, 2019
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Rainha Isabel II já convidou formalmente Boris Johnson para formar governo
Boris Johnson saiu há minutos do Palácio de Buckingham, onde se reuniu com a Rainha Isabel II — que o convidou formalmente, enquanto líder do partido vencedor das eleições, a formar governo, após Boris Johnson apresentar o pedido que faz parte do ritual.
Após uma reunião que durou mais de 35 minutos, o primeiro-ministro britânico segue agora de carro para Downing Street. A imprensa britânica avisa, porém, que Boris Johnson só deverá falar publicamente a meio da tarde.
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A tempestade que atrasou a contagem dos votos no sul da Inglaterra
Desde a madrugada que os resultados eleitorais estão praticamente finalizados — faltando apenas eleger um deputado. Trata-se do círculo eleitoral de St Ives, no sudoeste da Inglaterra, na Cornualha. Está explicado o motivo do atraso: é que o círculo eleitoral inclui um minúsculo conjunto de ilhas que habitualmente despacham a urna de barco até à ilha de St. Mary, a maior, onde os votos daquele pequeno arquipélago são contados. Porém, uma tempestade impediu o barco que deveria transportar a urna da ilha de Bryher durante a noite de viajar. Como resultado, só esta manhã é que foi possível fazer a travessia entre as duas ilhas — e só há duas horas é que o barco partiu de Bryher.
Já ontem o Bryher Campsite avisava, através do Facebook, que o atraso podia suceder. “Para quem tiver dúvidas, o nosso local de voto é no centro comunitário. As urnas são depois enviadas de barco, amanhã de manhã, para St Mary, onde os votos são contados juntamente com os votos das outras ilhas. Normalmente, as urnas seriam levadas até St Mary assim que fecham, mas devido a uma tempestada esta noite isso não vai ser possível! Será que Scilly vai ser o último lugar a anunciar o vencedor? Bem, nós fazemos as coisas com calma”, lê-se numa publicação no Facebook. Esta manhã, o mesmo parque anunciava a boa notícia com uma fotografia: o barco com a urna já partiu rumo a St Mary. Falta agora conhecer o resultado da contagem de todo o círculo eleitoral:
A urna da ilha de Bryher saiu esta manhã de barco rumo a St Mary e este será o último círculo eleitoral a anunciar os resultados (Foto: Bryher Campsite)
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UE seguiu discretamente eleições no Reino Unido
Os líderes dos 27 países da UE à exceção do Reino Unido estão desde ontem reunidos em Bruxelas para um Conselho Europeu essencialmente dedicado às alterações climáticas e ao orçamento comunitário. No primeiro dia, embora os olhos de todos os líderes europeus estivessem postos no Reino Unido, o tema foi praticamente evitado nas comunicações públicas dos participantes. Esta sexta-feira, pelo contrário, o Brexit será o tema central da cimeira.
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Os próximos passos na novela do Brexit
Os resultados destas eleições permitem acelerar o processo do Brexit, mas ainda há passos a dar. O primeiro-ministro Boris Johnson quer o Reino Unido fora da União Europeia no prazo atualmente definido e aceite por Bruxelas — 31 de janeiro. Mas isso significa pouco mais de mês e meio para aprovar um acordo de saída e, dados os procedimentos burocráticos que são necessários, será preciso trabalhar noite e dia.
De acordo com o jornal britânico The Guardian, o novo governo deve reunir-se pela primeira vez na terça-feira, dia 17 de dezembro. Na quinta-feira seguinte, 19 de dezembro, o discurso da Rainha formaliza a posse do novo executivo.
Neste momento, a legislação necessária para colocar em vigor o acordo de saída ainda terá de ser aprovada em segunda leitura pelo parlamento britânico — e Boris Johnson tentará que isso aconteça já dentro de oito dias. Com a entrada em funções do novo governo a 19 de dezembro, isso significa que o dia 20, sexta-feira, é a primeira data em que a legislação poderá ser levada à Câmara dos Comuns. Senão, só na segunda-feira seguinte, dia 23.
A imprensa britânica fala da possibilidade de o parlamento ser chamado, excecionalmente, a reunir-se no sábado imediatamente antes do Natal, dia 21 de dezembro, com a Câmara dos Lordes (câmara alta do parlamento britânico) a ter de aprovar a legislação na semana entre o Natal e o Ano Novo.
Feitas as contas, é possível que Boris Johnson tenha apenas 15 dias úteis para fazer aprovar a legislação — quando o próprio executivo já estimou, anteriormente, que seria necessário mais de um mês para discutir todo o acordo.
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Os resultados até agora
Neste momento, estão contabilizados 649 dos 650 círculos eleitorais — uninominais — que compõem o mapa político britânico. Isto significa que apenas está um lugar do Parlamento por preencher. Ainda assim, independentemente de quem o ganhe, o resultado prático destas eleições já está definido. Por esta hora, os resultados das eleições são os seguintes:
- Partido Conservador: 364 deputados (mais 66 dos que tinha);
- Partido Trabalhista: 203 deputados (menos 42 dos que tinha);
- Partido Nacional Escocês: 48 deputados (mais 13 dos que tinha);
- Democratas Liberais: 11 deputados (menos 10 dos que tinha);
- Verdes: 1 deputado (mantendo o resultado);
- Outros partidos somam 22 deputados.
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Dominic Cummings: "Deputados e jornalistas estão afastados da realidade"
Dominic Cummings, conselheiro de Boris Johnson conhecido por ter coordenado a campanha pela saída do Reino Unido da UE no referendo de 2016, rejeitou esta manhã qualquer responsabilidade no resultado das eleições desta quinta-feira.
Citado pela imprensa britânica, Cummings, que falou à chegada ao local onde Boris Johnson fez o discurso de vitória, afirmou que os deputados e os jornalistas deviam ter feito uma reflexão interna sobre porque é que não perceberam o que é que se passava no país.
“Os deputados têm de refletir, os media têm de refletir, e têm de perceber que as conversas que têm em Londres estão um milhão de milhas afastadas da realidade”, afirmou Dominic Cummings.
“Depois do choque do referendo, os deputados e os jornalistas deviam ter respirado fundo e feito uma profunda auto-reflexão sobre porque é que falharam ao perceber o que se passava no país. Mas, em vez disso, algumas pessoas apenas aprofundaram as suas ideias e estragaram mais isto. É por isso que uma coisa destas acontece contra as expectativas”, resumiu.
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Boris Johnson tem o caminho aberto, mas não é garantido que tenha vida fácil
Com uma maioria na mão, Boris Johnson tem o caminho aberto para fechar o Brexit. Mas isso não significa que terá vida fácil — ainda tem muito que negociar com a UE e a Escócia promete ser um problema. Leia aqui o artigo do jornalista João de Almeida Dias.
Boris Johnson tem o caminho aberto, mas não é garantido que tenha vida fácil
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Vencedores, vencidos e um assim-assim na noite em que Boris Johnson "atropelou" Jeremy Corbyn
Da longa noite eleitoral do Reino Unido, ficam dois vencedores claros (Boris Johnson por um lado, a líder escocesa Nicola Sturgeon por outro) e muitos vencidos. Aqui está a análise da editora de sociedade do Observador, Sara Antunes de Oliveira.
Vencedores, vencidos e um assim-assim na noite em que Boris Johnson “atropelou” Jeremy Corbyn