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Há uma coisa que Guedes pode ensinar a RDT – e que não se compra nem por 20 milhões (a crónica do V. Setúbal-Benfica)

Este artigo tem mais de 1 ano

Guedes entrou aos 79', marcou aos 83', empatou aos 90+2' e mostrou que jogar com alegria é meio caminho andado para se ser feliz. Como de Tomás ainda não é. E como o Benfica não foi em Setúbal (2-2).

Guedes entrou e marcou dois golos em menos de 15 minutos, dando o empate ao V. Setúbal frente ao Benfica
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Guedes entrou e marcou dois golos em menos de 15 minutos, dando o empate ao V. Setúbal frente ao Benfica

LUSA

Guedes entrou e marcou dois golos em menos de 15 minutos, dando o empate ao V. Setúbal frente ao Benfica

LUSA

Guedes? Mas é o mesmo o Guedes, aquele Guedes? Confirma-se, é “o” Guedes. De cabelo cortado, um penteado bem desenhado, a mesma camisola 7. O avançado que se destacou no Penafiel e no Rio Ave rumou no ano passado à primeira experiência no estrangeiro, representando o Al Dhafra dos Emirados Árabes Unidos. Não correu bem, nada bem, e voltou a Portugal sem a utilização de outrora pelo V. Setúbal. Mas Guedes mostrou o porquê de ser ainda “o” Guedes: entrando em campo aos 79′ para o lugar de Hachadi, com o Benfica a ganhar por 2-0, o dianteiro de 32 anos bisou com um golo de levantar estádios menos vazios do que o Bonfim esta noite e fez o empate a dois. Guedes, aquele Guedes que se chegou a falar para a Seleção pela escassez de avançados, ainda consegue ensinar umas coisas por cá. E Raúl de Tomás bem que necessitava de uma delas.

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“Ele não está bem? Há a possibilidade de voltar a Espanha? Pois que venha rápido para cá outra vez. Estamos à espera dele com os braços abertos, se for preciso pego no carro e vou lá buscá-lo”, comentou esta sexta-feira Paco Jémez, treinador do Rayo Vallecano, clube que o avançado espanhol representou na última época. Depois de uma pré-temporada onde deixou boas indicações, RDT foi perdendo protagonismo. A seguir perdeu gás. Depois perdeu lugar. Tanto que ficou fora da convocatória de Bruno Lage quatro encontros consecutivos. Voltou em Setúbal para a Taça da Liga e até marcou mas este não é ainda o Raúl de Tomás que mereceu a aposta dos encarnados.

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Mais do que os três golos em 1.042 minutos de 17 jogos relativos a cinco competições (números com que vai acabar o ano civil de 2019), um número baixo para um avançado de quem se esperava muito, o espanhol perdeu a alegria de jogar e até os festejos pelo 1-0 dificilmente poderiam ser mais comedidos. É isso que Guedes pode ensinar ao número 9 das águias, é isso que não se compra nem por 20 milhões de euros (o valor que RDT custou quando foi contratado ao Real Madrid no verão): jogar com alegria é meio caminho andado para se ser feliz. E Raúl de Tomás está a tentar ser feliz nesta aposta pelo clube da Luz tendo perdido a alegria de jogar que antes mostrava.

Ficha de jogo

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V. Setúbal-Benfica, 2-2

3.ª jornada do grupo B da Taça da Liga

Estádio do Bonfim, em Setúbal

Árbitro: Manuel Oliveira (AF Porto)

V. Setúbal: Makaridze; Sílvio, João Meira (Pirri, 69′), Jubal, Nuno Pinto; Carlinhos, Semedo, Éber Bessa; Berto (Zequinha, 40′), Mansilla e Hachadi (Guedes, 79′)

Suplentes não utilizados: Milton Raphael, Mano, Leandrinho e Leandro Vilela

Treinador: Júlio Velázquez

Benfica: Zlobin; Tomás Tavares, Jardel, Morato, Nuno Tavares; Florentino Luís, Gedson Fernandes (David Tavares, 77′); Caio Lucas (Chiquinho, 63′), Jota (Tiago Dantas, 86′); Seferovic e Raúl de Tomás

Suplentes não utilizados: Svilar, Pedro Álvaro, Gonçalo Ramos e Carlos Vinícius

Treinador: Bruno Lage

Golos: Raúl de Tomás (49′), Jota (73′) e Guedes (83′ e 90+2′)

Ação disciplinar: cartão amarelo a Semedo (43′), Morato (47′), Jota (76′), Guedes (90+2′) e Jardel (90+3′)

Após o terceiro empate na fase de grupos da Taça da Liga, o Benfica falhou o acesso à Final Four (mesmo que o resultado fosse outro, o V. Guimarães acabaria sempre na primeira posição após ganhar no Afonso Henriques ao Sp. Covilhã por 3-0) mas nem tudo foi negativo, com duas exibições positivas de jovens da formação que lutam por ter mais oportunidades: Gedson Fernandes, quiçá o jogador que mais minutos perdeu em relação à era Rui Vitória, e Jota, que voltou a marcar nesta competição. Já Morato, como se percebeu no segundo golo sadino, é ainda um projeto em construção. Tal como David Tavares ou Tiago Dantas, lançados na parte final do jogo.

Sobre o jogo, e depois de uma primeira parte que teve um remate de Heriberto na área às malhas laterais (10′, antes de sair lesionado antes do intervalo) e um livre de Gedson Fernandes a rasar o poste como únicas oportunidades, o Benfica colocou-se em vantagem por 2-0 com golos de Raúl de Tomás (48′) e Jota (73′), beneficiando também de erros dos visitados na saída de bola perto da área que foram aproveitados da melhor forma pelos encarnados, que tiveram ainda uma bola ao poste de Seferovic noutro lance de descoordenação defensiva (70′).

[Clique nas imagens para ver os melhores momentos do V. Setúbal-Benfica em vídeo]

Depois, começou o espetáculo Guedes. E se o primeiro golo, na sequência de um bom cruzamento da esquerda de Mansilla, teve culpas de Zlobin na forma como abordou o lance, o segundo, já em período de descontos, tornou-se um sério candidato a melhor golo desta edição da Taça da Liga, com um remate acrobático que permitiu ao V. Setúbal manter a boa série de resultados com o espanhol Júlio Velázquez e penalizou um Benfica que igualou a pior participação de sempre na fase de grupos da Taça da Liga, com três pontos e sem vitórias.

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