Como jogador, destacou-se sobretudo no Campomaiorense e no Belenenses, entre passagens por outros clubes do Alentejo e o Santa Clara no final da carreira. Como técnico, começou no histórico Elvas, passou por Portosantense, Pontassolense e Ribeirão, deu o salto para outros patamares entre E. Amadora, Portimonense e U. Leiria. Seguiu-se a experiência no estrangeiro, entre seleção de Angola e o Al Ittihad da Líbia (mais tarde treinou também o Maccabi Telavive, de Israel), antes do regresso a Portugal via Belenenses, Arouca e Desp. Aves. Ao longo de década e meia nos bancos como treinador, Lito Vidigal foi subindo patamares em termos de escalões e objetivos desportivos entre alguns dos “não grandes” com maior percurso no futebol nacional. Em 2018, depois de um trajeto que teve ainda a particularidade de nunca ter estado mais do que dois anos no mesmo sítio, chegou a Setúbal.

“Estou aqui hoje a concluir um sonho de treinador, sempre ambicionei treinar o V. Setúbal. Estou muito feliz por estar aqui”, salientou nesse verão, explicando o porquê dessa ambição. “Enquanto jogador tive três treinadores que sempre me falaram com muito carinho do Vitória. Carlos Cardoso, que foi o meu primeiro treinador sénior, o mister Quinito e o Mourinho pai [Mourinho Félix] passaram-me sempre a mensagem e sentimento de grandeza do Vitória e isso ficou colado a mim”, pormenorizou, dizendo que queria dar continuidade ao bom trabalho de José Couceiro dentro da filosofia dos sadinos: “É importante criar uma mescla de identidade para o nosso jogo que se enquadre na mentalidade dos setubalenses e vitorianos. Como? Acima de tudo ganhar. Não adianta termos bola se não conseguirmos ganhar. A nossa mentalidade tem de ser sempre a mesma”.

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