Rita Rato, ex-deputada comunista que tem sido alvo de críticas desde que a empresa municipal de cultura de Lisboa a indicou na terça-feira como nova diretora do Museu do Aljube, “revelou-se a candidata mais adequada para o cargo”, segundo a vereadora da Cultura da Câmara de Lisboa, em declarações ao Observador nesta quinta-feira.

Catarina Vaz Pinto justificou a nomeação de Rita Rato “não só pelo projeto que apresentou” mas também pela “expectativa de que a sua demonstrada experiência de relacionamento interpessoal e político possa vir a assegurar uma transição e renovação geracionais, capaz de manter vivo e atualizado o espírito plural que presidiu à criação “ do museu localizado em Alfama.

A vereadora acrescentou que “o perfil de direção para o museu não tem de ser necessariamente um perfil académico ou museológico”. É precisamente este o aspeto que mais críticas tem valido à antiga deputada do PCP à Assembleia da República. Está debaixo de fogo por não ter o perfil indicado para as funções, segundo diversos historiadores e museólogos. Tem sido afirmado que a escolha teve motivações políticas.

O projeto museológico apresentado por Rita Rato pode ter consistido num documento escrito ou numa exposição verbal perante os quatro membros do júri que a avaliou. “A candidata selecionada defendeu uma visão integrada para o museu, incluindo uma proposta de programação relacionada com temáticas de liberdades contemporâneas, como as questões de género ou a inclusão social”, informou a EGEAC em comunicado, na quarta-feira.

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