A Juventude Social Democrata (JSD) acusou esta quinta-feira a ministra da Cultura, Graça Fonseca, de “ausência de sensibilidade para as dificuldades” dos profissionais do setor e exige mais apoio para combater as dificuldades decorrentes da pandemia.

As afirmações da ministra da Cultura são chocantes, demonstrando uma ausência de sensibilidade para as dificuldades pelas quais passam todos os profissionais da cultura”, disse esta quinta-feira o líder da JSD, Alexandre Poço, em comunicado.

Para Alexandre Poço, as declarações proferidas esta semana por Graça Fonseca revelam “uma elevada desvalorização e falta de respeito pelos profissionais que devia defender, demonstrando que quando não há soluções ou respostas, a ministra foge dos temas”.

Na segunda-feira, à margem da apresentação de obras de arte contemporânea adquiridas pelo Estado, Graça Fonseca foi confrontada com a informação de que o grupo informal União Audiovisual está a apoiar semanalmente entre 150 a 160 trabalhadores do setor em dificuldades e escusou-se a responder.

Hoje só falo da coleção de arte contemporânea”, disse, convidando em seguida os jornalistas para “um ‘drink’ de fim de tarde”.

O presidente do PSD pergunta, na nota esta quinta-feira divulgada, “quantos ‘drinks’ de final de tarde são necessários para tomar consciência do estado de miséria em que os profissionais da cultura se encontram” e pede que sejam equacionados mais apoios.

Os apoios ao setor continuam escassos, pelo que exigimos ao Governo que olhe de forma séria para os profissionais do setor, equacionando mais apoio para combater a calamidade pela qual o setor está a passar desde o início da pandemia da Covid-19″, frisa Alexandre Poço.

A JSD alerta para a precariedade, instabilidade e intermitência profissional e financeira que afetam os profissionais da cultura e defende que seja feito “um censo ao setor”, para se conhecer, com base em “dados e fatos concretos”, a realidade.