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Os Mini sempre foram modelos pequenos, leves e ágeis, o que lhes garantia uma capacidade de aceleração muito interessante mesmo se as mecânicas não figuravam entre as mais potentes. Mas o dono desta unidade quis ultrapassar este handicap, pelo que decidiu meter mãos à obra.

Para começar, “despediu” o velhinho conjunto motor/caixa, que estava montado à frente e substitui-o por outro com praticamente a mesma capacidade e os mesmos quatro cilindros em linha. Contudo, esta nova unidade saiu de uma Kawazaki Ninja ZX 10R que, em vez de aproximadamente 50 cv, fornece quase 200 cv.

Além da potência, que surge agora multiplicada por quatro, o motor sobe de regime com uma graciosidade contagiante, graças à menor inércia do motor (e maior nobreza), tanto mais evidente quanto o motor da Ninja é capaz de atingir 13.000 rpm. Além do motor de moto, o Mini herda a caixa sequencial, substancialmente mais rápida do que a original.

No capítulo das surpresas, há ainda que juntar a este cocktail explosivo o facto de a mecânica não estar montada à frente, mas sim ao centro do Mini, imediatamente atrás do condutor e do seu acompanhante, uma vez que passou a oferecer apenas dois lugares.

Com o motor de uma Ninja instalado logo atrás das costas, bem perto dos ouvidos, o “gritar” da ZX 10R não só é muito alto, como impede que se oiça o que quer que seja, para além do quatro cilindros. Sobretudo às 13.000 rpm. Em termos práticos, como a nova mecânica é mais leve do que a anterior e o técnico substituiu alguns dos painéis em chapa da carroçaria por outros mais leves em fibra de carbono, o peso está agora limitado a 617 kg, o que associado a um motor de 200 kg garante um desportivo muito rápido. Veja o vídeo e conheça todos os pormenores do Mini Kawazaki:

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