Em 2016, durante a campanha para as eleições presidenciais norte-americanas, o uso de uma conta de email pessoal por parte de Hillary Clinton para comunicar conteúdos de estado e classificados como top secret levou o FBI a abrir uma investigação. O diretor daquela agência federal haveria de, em maio de 2016, comunicar a decisão de não avançar com uma ação legal contra Clinton, já que não existia intenção criminosa no ato da antiga “Secretary of State”, órgão aproximado ao do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Mas poucas semanas antes das eleições desse mesmo ano, o caso volta a ser investigado, quando o FBI descobre no iPad de Anthony Weiner (político que então era casado com uma das assistentes de Clinton e que estava acusado de ofensa sexual de menores) milhares de emails que guardavam ainda mais informação que não poderia ter sido partilhada através de uma conta de email pessoal, porque isso representava uma quebra das regras de segurança.

Se não se lembra disto, “The Comey Rule” é a minissérie (na realidade é mais um filme com três horas e meia, dividido em quatro partes), que se estreou esta semana na HBO Portugal (os quatro episódios já estão disponíveis), que o irá recordar de um momento-chave da campanha de Trump. O “Comey” do título refere-se a James Comey (interpretado por Jeff Daniels), o diretor do FBI que entrou em funções durante o segundo mandato de Obama, em 2013 e foi despedido por Donald Trump em 2017. “The Comey Rule” é baseada no livro que o antigo diretor da agência federal escreveu, Lealdade a Toda a Prova (Presença), no original A Higher Loyalty.

A capa da edição portuguesa de “Lealdade a Toda a Prova”, de James Comey (Presença)

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