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Depois de uma derrota em Turim frente à Juventus para a Serie A, num jogo em que sofreu o golo, marcado por Moises Kean, um pouco contra a corrente do jogo, a Roma de José Mourinho entrava de novo em campo esta quinta-feira para a Conference League, na Noruega, frente ao Bodo/Glimt.

Segundo o treinador português, a equipa norueguesa é “o oponente mais duro de todo o grupo, porque é organizado e tem princípios de futebol muito claros”. “Vai ser certamente uma partida muito dura para nós, porque eles têm mais qualidade que o CSKA Sofia e o Zorya, rendido aos encantos da Noruega, onde nunca jogou: “Estou feliz por estar aqui. Já participei em jogos europeus em muitos países, mas nunca na Noruega. É um lindo sítio”. A Roma segue tranquila na prova, com duas vitórias em dois jogos, mas Mourinho não se quer focar nisso, referindo que quer “os jogadores a esquecer isso quando entrarem em campo, porque é um jogo para ganhar”.

O treinador português demonstrou ainda uma grande ligação aos seus atletas, apesar de ter chegado apenas no verão à capital italiana, porque foi novamente confrontado com a hipótese de ir para o novo milionário Newcastle. “Assinei para três anos e nada me vai fazer deixar estes senhores”, referiu.

A verdade é que os “senhores” que hoje entraram em campo na Noruega não foram os do costume, com José Mourinho a apostar numa equipa de segundas linhas, tirando o guarda-redes, visto que Rui Patrício parece ser intocável na baliza dos romanos. E, talvez por isso, o onze menos experimentado da Roma não começou nada bem o jogo, ao sofrer dois golos em vinte minutos. O primeiro foi de Botheim e o segundo de Berg, num belo remate de fora da área, sem hipóteses para o guarda-redes português.

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Ainda no primeiro tempo, Carles Pérez ainda reduziu aos 28′, mas até ao intervalo o marcador não mexeu mais. No descanso, Mourinho resolveu renovar a equipa com jogadores mais experimentados e colocou em campo o médio italiano Cristante, Mkhitaryan e Shomurodov. No entanto as substituições não resultaram e Botheim bisou, logo aos 52′, deixando a equipa da Roma novamente a dois golos de desvantagem. Mourinho vem avisou que era o adversário mais “duro do grupo”…

Ainda entraram o capitão Pellegrini e Abraham, titular habitual na frente de ataque, mas o Bodo/Glimt viria a marcar mais um golo, através da velocidade e classe de Solbakken (4-1), após assistência de Botheim, que pelos 75′ minutos levava dois golos e duas assistências. Mas o marcador ainda não estava para parar, com Pellegrino a marcar aos 78′, confirmando um algo chocante 5-1 contra a Roma. Mas, mais uma vez, a coisa não estava acabada, com o 6-1 a surgir por intermédio de Botheim, que chegou ao hat trick.

A Noruega é seguramente um “lindo sítio”, mas hoje foi um pesadelo para o algumas vezes incrédulo José Mourinho (nem queria acreditar), que sofre assim uma derrota pesadíssima e inesperada.

Nota ainda para os adeptos noruegueses, que estavam completamente loucos com a prestação da sua equipa, num final de tarde para nunca, mas nunca mais esquecer para o Bodo/Glimt.