Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Eu ouvi a pergunta, mas ela não é pergunta.

Eu percebo as vossas perguntas, mas vamos com calma, está bem? Não quero que ninguém se magoe.

Eu respondo-lhe a isso quando me disser aqui olhos nos olhos.

Eu às vezes tenho mais que fazer do que estar a responder diariamente.

Calma, Jesus.

Na justiça, nada de novo, Paulo.

Nada de novo. E neste caso é infelizmente nada de novo, porque há uma lei que é sempre muito bem aplicada pela justiça portuguesa. É a Lei de Murphy, que no seu artigo primeiro diz que se alguma coisa puder correr mal, então vai correr mal, de certeza. Isto na justiça portuguesa é certinho. Bom, neste caso, o que foi? O julgamento de Duarte Lima, acusado do homicídio de Rosalina Ribeiro, começou ontem. As autoridades portuguesas tiveram dificuldade primeiro em notificar algumas testemunhas. Já agora, acho curioso que as autoridades não consigam sequer apurar se as pessoas estão vivas ou não ainda. E por isso algumas não responderam ontem à chamada como testemunhas. O tribunal decidiu então fazer o quê? Ouvir o depoimento de Olímpia Tomé Feteira, filha do milionário Lúcio Feteira, cuja herança está no centro deste caso. Olímpia Feteira já morreu, mas entretanto, em vida, teve o seu depoimento feito perante um juiz, portanto, validado, que foi registado em suporte audiovisual. Portanto, ontem o tribunal venha de lá essa gravação. Mas gravação, qual gravação? Onde é que para o ficheiro? O tribunal não encontrou o ficheiro da gravação, não aparece a gravação e a próxima sessão é já no dia 19 de novembro. Portanto, tudo na mesma na Justiça.

Bruno, então isto não basta sentar as pessoas à mesa.

É surpreendente, Maria João, mas sentar as pessoas à mesa e pô-las a falar sobre as coisas não resulta necessariamente no entendimento. Não há um poder mágico ou nas cadeiras ou nas mesas, que aproxime as pessoas de um consenso ao qual não chegam quando estão em pé. Portanto, isto não basta mesmo sentar. António José Seguro exortou os partidos, e estava muito irritado quando o fez, a sentarem-se para se entenderem de uma vez por todas. Vê-se mesmo que o Presidente da República nunca passou por um divórcio. Por muito que se queira resolver os problemas através do diálogo, às vezes é que nem é possível chegar a entendimento quanto aos problemas, quanto mais quanto às soluções. Eu sei que o Presidente da República é um novato neste mundo da política, mas ontem teve um banho de realidade ou de maturidade, porque os apelos ao diálogo não são uma varinha mágica. Eu sei que isto pode surpreender muitas pessoas.

Mas não são.

Mas a verdade é que não são.

Paulo, continuamos com dificuldade nas estatísticas sobre a população.

É verdade, não está fácil saber quantos somos, quantos entraram e quantos saíram do país. Já sabemos que na imigração foi uma balbúrdia. Com a entrada de centenas de milhares de pessoas nos últimos anos, começou a haver dados diferentes, quer nas autoridades migratórias, quer no INE. O INE trabalhou no assunto durante algum tempo e depois chegou a um número, depois de contabilizados os imigrantes, afinal não éramos 10,7 milhões, mas éramos já 11,4 milhões no país. E agora o problema não está nas entradas, mas nas saídas, na emigração. Afinal, nos últimos cinco anos, terão saído 780 mil pessoas do país e não menos de metade, e não 350 mil, como nos diziam as estimativas anteriores. Portanto, não é fácil desenhar políticas públicas e ter estatísticas fiáveis quando temos esta instabilidade logo num dado fundamental que são os dados da população. O PS já pediu, e bem, para ouvir o INE no Parlamento. Enfim, fica a nota.

Antes do próximo censos.

Exato. Mas não é isso que vai resolver o problema das estatísticas, claro.

Pois. Bruno, há mais encanto na hora do adeus?

Há mesmo, Carla. É sempre mais bonito quando chega a hora da despedida. E isto depois de muita acrimônia nos comunicados e naquelas mensagens postas a circular pelos pombos correio. A despedida de Cristiano Ronaldo da seleção foi anunciada de uma forma digna, publicamente. Não sabemos aqueles bastidores da comunicação à presidente da federação e ao selecionador, que parece que não houve contato entre o jogador e o selecionador, mas a despedida pública no que foi divulgado foi digna à altura da história que o jogador foi escrevendo ao longo de todos estes anos a representar Portugal. E isto é mesmo o fim de uma era. A geração que hoje tem à volta de 30 anos não se lembra de um jogo da seleção sem o Cristiano Ronaldo e muito provavelmente os filhos dessa geração nunca chegarão a ver um jogador com esta qualidade e longevidade na seleção das quinas. Mas se a despedida traz os seus encantos, também é verdade que isto tudo poderia ter sido feito de forma diferente, noutro tempo.

Com um jogo.

Com um jogo. Era muito mais bonito. Se ele brilhou no relvado, era aí que se deveria despedir. Mas aí, se calhar os protagonistas teriam de ser outros ou teriam ter personalidades diferentes. Bem, e isso sabemos, não é possível.

Eu ouvi a pergunta, mas ela não é pergunta.

Eu percebo as vossas perguntas, mas vamos com calma, está bem? Não quero que ninguém se magoe.

Eu respondo-lhe a isso quando me disser aqui olhos nos olhos.

Eu às vezes tenho mais que fazer do que estar a responder diariamente.

Calma, Jesus.