Numa noite louca de futebol, os grandes europeus acabaram por levar a melhor e garantiram o apuramento para a fase a eliminar da Liga dos Campeões. Em risco de eliminação, o Manchester City até começou a perder, mas chegou à vitória com uma segunda parte de luxo frente ao Club Brugge, garantindo um embate com Real Madrid ou Bayern no playoff (3-1). O PSG resolveu depressa a sua questão e eliminou o Estugarda, na Alemanha (1-4). Já o AC Milan caiu em Zagreb, frente a um Dinamo que esteve quase sempre dentro do apuramento, mas acabou fora devido ao… Sporting (2-1).

O jogo de todas as decisões. Há quatro meses, seriam muito poucos aqueles que acreditavam que o Manchester City ia entrar em campo na última jornada da fase de liga da Liga dos Campeões com a corda no pescoço e obrigado a vencer para ainda sonhar com o apuramento para o playoff. Em última instância, o triunfo podia nem ser suficiente para o tetracampeão inglês, que dependia ainda de terceiros para conseguir evitar a eliminação precoce, depois de ter somado dois empates e três derrotas nos sete jogos realizados até esta quarta-feira.

Para evitar a primeira eliminação na primeira fase dos últimos 12 anos, a turma de Pep Guardiola tinha que superar um Club Brugge que chegou a Manchester ligeiramente mais confortável, já que tinha mais três pontos que os cityzens e precisava de apenas um ponto para se apurar, sendo que até a derrota podia servir, mediante os outros resultados. A equipa de Nicky Hayen partia para este embate confiante, não perdendo nenhum dos últimos 20 encontros.

Sem o mais recente lesionado Rúben Dias, Stones regressou ao onze inicial do técnico catalão, que voltou a lançar Matheus Nunes no lado direito da defesa e manteve Bernardo Silva no corredor central. Depois de um primeiro tempo equilibrado, mas de maior domínio dos cityzens, o Club Brugge fez o golo inaugural em cima do intervalo, com Onyedika a concluir da melhor forma um rápida jogada pela esquerda (45′).

A precisar de dois golos para continuar a sonhar com o apuramento, o treinador catalão mexeu ao intervalo e colocou Savinho no lugar de Gündogan e chegou ao empate logo a seguir, com Kovacic a arrancar pelo corredor central e a desferir um remate certeiro para o golo (53′). Pouco depois, Ordóñez introduziu a bola na sua própria baliza depois de um cruzamento de Kovacic e o Man. City manteve-se vivo na prova milionária (62′), sentenciando depois a vitória com um tento de Savinho, depois de um grande passe de Stones (77′).

Noutro dos jogos decisivos, Fabio Cannavaro voltou a defrontar o AC Milan, mas agora no papel de treinador. As duas equipas precisavam de pontuar por razões distintas, com o Dinamo Zagreb a lutar ainda pelo apuramento para o playoff e a formação italiana a procurar entrar diretamente nos oitavos de final. Na prova milionária, a turma de Sérgio Conceição até tem mostrado solidez e consistência, chegando a esta derradeira partida com cinco triunfos seguidos, depois de ter perdido as duas primeiras partidas.

Sem Emerson Royal, Walker e Calabria, com quem protagonizou um episódio menos bonitos no fim de semana, o português teve de meter mãos à obra no lado direito da defesa e optou por apostar em Tomori. Mais à frente, Rafael Leão voltou a ser opção numa equipa milanesa que começou a partida com o pé esquerdo, com Gabbia a perder a bola em zona proibida e a permitir o golo de Baturina (19′). À beira do intervalo, Musah agarrou um adversário e viu o segundo cartão amarelo em poucos minutos, complicando a missão da equipa de Conceição (39′).

Conceição colocou Terracciano e Chukwueze no início da segunda parte e passou por calafrios pouco depois, quando os croatas fizeram o segundo golo, mas o lance acabou anulado por braço na bola de Stojkovic. Na resposta, Pulisic empatou o desafio com um remate cruzado de pé esquerdo (53′). Contudo, Pjaca voltou a aproveitar as fragilidades defensivas e recolou o Dinamo Zagreb em zona de apuramento, estreando-se a marcar nesta Champions (60′). Os rossoneri quase beneficiaram de um penálti logo a seguir ao 2-1, mas o lance viria a ser anulado por falta de Rafael Leão.

Decisão foi mesmo a palavra que marcou o Estugarda-PSG, confronto entre duas equipas que tinha os mesmos pontos (dez) e estavam no limiar da eliminação. Este encontro contou com Vitinha, João Neves e Gonçalo Ramos, este como suplente — Nuno Mendes cumpriu suspensão —, e os franceses entraram com tudo, inaugurando o marcador nos primeiros minutos, com Barcola a completar da melhor forma um canto de laboratório (7′). Pouco depois, o mesmo jogador apareceu sozinho nas costas da defesa alemã e assistiu Dembélé para o 0-2 (17′). Antes do intervalo, o avançado francês voltou a fazer das suas e chegou ao bis com um remate potente, depois de ser assistido por Neves (35′).

Na etapa complementar, Dembélé completou o hat-trick na conclusão de uma grande jogada coletiva (54′). Já com Ramos em campo, o Estugarda reduziu, com Fuhrich a completar um cruzamento rasteiro de Mittelstadt (78′).