A coordenadora dos vereadores do PS na câmara de Lisboa, Inês Drummond, renunciou ao mandato de vereadora após ser acusada de quatro crimes de prevaricação no processo Tutti Frutti. Inês Drummond diz, num comunicado enviado às redações, que sai com “o sentimento de dever cumprido e consciência de total transparência e regularidade dos atos” que praticou e, garante, “sempre na prossecução do interesse público que norteou toda a minha vida cívica e política.”
Inês Drummond diz que, na leitura que faz da acusação do Ministério Público, “é inequívoco” que em nenhum momento foi “considerada suspeita do recebimento de qualquer vantagem ou benefício pessoal.” E acrescenta: “Não podia ser de outra forma, dado que estou totalmente certa e convicta da lisura que sempre apliquei na defesa do interesse público.”
Para a vereadora do PS, o Ministério Público “continua a estabelecer imputações com base num pressuposto que configura um erro: uma pretensa amizade que não existe, relativamente à contratação de uma empresa que não beneficiei, e à qual, inclusivamente, apliquei sanções pelo incumprimento do contrato.” Inês Drummond diz ainda que está “muito tranquila com o desenrolar do processo”, sabendo que nada de errado fez e “certa de que isso ficará demonstrado na fase de instrução — na qual, pela primeira vez, intervém um juiz.“