Em Turim, uma fria noite de fevereiro colocava frente a frente duas equipas em busca da há muito perdida glória europeia. De um lado, a Juventus procurava chegar aos oitavos de final depois de na temporada passada nem sequer ter estado nas competições europeias. Do outro, o PSV queria repetir a campanha da época anterior e sonhar com voos mais altos. Ninguém, porém, vinha de momentos extraordinários para lá chegar.
Na Juventus, para além do quinto lugar na Serie A, a ausência de apuramento direto para os oitavos de final intensificou a contestação a Thiago Motta, que tem sido muito criticado praticamente desde o momento em que assumiu o cargo para substituir Massimiliano Allegri. Ainda assim, o treinador italiano mantinha a confiança na equipa e lembrava que muito mudou desde que os bianconeri derrotaram o PSV na primeira jornada da fase de liga.
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“É uma história diferente. É um jogo diferente e estamos concentrados em fazer bem o nosso trabalho. Vimos na primeira partida que tivemos alguns momentos muito bons no jogo. Tirámos partido disso e concluímos bem as ações que tínhamos preparado. Mas, ao mesmo tempo, sofremos com os passes e a posse de bola deles. A chegada dos dois laterais, que chegaram muito bem de trás. Os médios, que podem dar à equipa um pouco mais de equilíbrio, mas também dão muito espaço”, indicou Thiago Motta na antevisão da partida.
No PSV, apesar de as últimas semanas terem trazido uma motivadora vitória contra o Liverpool, também trouxeram uma única vitória em cinco jornadas do Campeonato, uma fase menos positiva que fez com que a equipa de Eindhoven partilhe agora a liderança com o Ajax. Peter Bosz, naturalmente, garantia que o objetivo dos neerlandeses era começar a eliminatória a ganhar.
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“Vamos entrar em campo para ganhar. Se não conseguirmos, haverá o jogo da segunda mão em Eindhoven, mas o nosso objetivo é conseguir um resultado positivo desde já. Itália é um país maior, com um ‘ranking’ e recursos económicos mais elevados. Temos de ser mais inteligentes e tentar tirar o máximo partido das nossas qualidades. Há muitos anos que o fazemos e amanhã teremos de o fazer de novo. Estou curioso para ver como vamos reagir em campo e onde estaremos daqui a uma semana. Queremos mostrar que podemos competir com equipas deste nível”, sublinhou o treinador do PSV.
Neste contexto, Thiago Motta lançava Randal Kolo Muani como referência ofensiva, apoiado por Nico González, Weston McKennie e Kenan Yıldız, com Renato Veiga a ser titular no eixo defensivo e Francisco Conceição a começar no banco. Já Peter Bosz tinha Luuk de Jong no ataque, com Noa Lang, Perisic e Saibari nas costas do avançado neerlandês, e a crónica dupla formada por Schouten e Veerman no meio-campo.
Numa primeira parte onde a Juventus foi quase sempre mais perigosa, apesar de o PSV nunca ter abdicado de discutir o resultado, o único golo apareceu já depois da meia-hora. Depois de uma grande confusão na área neerlandesa, Weston McKennie apareceu à entrada da grande área, encheu o pé e rematou em força para não dar hipótese a Walter Benítez (34′), levando os italianos a vencer pela margem mínima ao intervalo.
McKennie sujeito a rebentar a baliza ????
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Thiago Motta mexeu logo ao intervalo e tirou Kenan Yıldız, que tinha sido o mais discreto dos atacantes da Juventus, para colocar Samuel Mbangula. O PSV não demorou a empatar, com um grande remate de pé esquerdo que entrou junto ao poste (56′), e Francisco Conceição foi a cartada dos italianos para correr atrás do resultado.
E correu bem. Já dentro dos últimos dez minutos, o avançado português acelerou na direita e cruzou, com Mbangula a aproveitar a defesa incompleta de Walter Benítez para desviar para a baliza e carimbar a vitória (82′). No fim, a Juventus venceu o PSV em Turim pela margem mínima e parte em vantagem para a segunda mão do playoff da Liga dos Campeões.
Perisic a mostrar que quem sabe nunca esquece ????
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Não marca o Chico, marca o Mbangula ????
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