Depois do encontro com o Verona, decidido por um golo de Santiago Giménez após assistência do recém entrado Rafael Leão, nada mais teve importância na vida de Sérgio Conceição. O treinador português é um apaixonado pelo futebol mas coloca, e colocou sempre, a família acima de tudo. Por isso, e na sequência da notícia da morte de Pinto da Costa, o resto se tornou-se secundário. Não falhou nos compromissos com a equipa, não participou em mais nada do foro público, esteve no velório e depois no funeral do antigo líder do FC Porto sempre de forma discreta, sem falar e visivelmente consternado com o momento. Até aquelas notícias que não lê mas vão chegando, mais ou menos positivas, passaram ao lado desde a noite de sábado.
“Antes de responder, é uma situação rara estar aqui. O treinador esteve em Portugal, teve um assunto pessoal, está a caminho”, apontou Zlatan Ibrahimovic, antiga glória do AC Milan que é agora consultor da administração para o futebol, na conferência de imprensa antes do jogo com o Feyenoord. “Sérgio Conceição está muito transtornado pelo falecimento do antigo presidente do FC Porto. Ele era como um pai para ele. Por isso, vim falar em seu lugar”, tinha referido o sueco após a partida com o Verona. Tendo total abertura da parte do clube numa altura particularmente sensível, foi o ex-avançado que deu a cara do lado dos rossoneri.
Adeptos do FC Porto entoaram cânticos a Sérgio Conceição após a sua saída da Igreja das Antas.
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????️ @AntoVitiello: Sérgio Conceição is back at Milanellopic.twitter.com/IH39tzHICR
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Estando presente na sala, Ibrahimovic aproveitou para responder a algumas perguntas, mais gerais do que técnicas. De forma inevitável, os dois portugueses do plantel foram tema. “Toda a gente fala do Leão, toda a gente lhe diz como deve jogar. Ele é um dos melhores do mundo. Portanto, ele sabe como jogar. Podemos dizer-lhe taticamente onde deve estar, podemos obrigá-lo a correr mais, mas é tudo uma questão tática. Ele é um dos melhores jogadores do mundo. Podem ter a certeza de que Leão sabe o que está a fazer”, referiu. “João Félix pode fazer ainda mais. O clube espera muito dos novos jogadores. Já lhes disse para ocuparem o seu espaço, não podemos esperar… Têm de entrar e equilibrar a balança”, acrescentou.
Sérgio Conceição Ball. ????????pic.twitter.com/gLpcmoVKYU
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Agora, volta a ser Sérgio Conceição a assumir a batuta, com essa dúvida se voltaria a apostar nos Fab Four de início como aconteceu em Roterdão com Pulisic, João Félix, Rafael Leão e Santi Giménez na frente ao mesmo tempo. Uma coisa é certa: depois da fase irregular que se seguiu à conquista da Supertaça de Itália, o triunfo frente ao Feyenoord e consequente passagem aos oitavos da Champions era um estabilizador fulcral numa fase em que a equipa subiu ao sétimo lugar da Serie A tendo menos cinco pontos e um jogo do que a Juventus, que ocupa nesta altura a última posição com entrada direta na próxima Liga dos Campeões.
Demasiada Paixão para uma equipa com pouco amor: AC Milan de Sérgio Conceição perde com o Feyenoord
“Sérgio Conceição é um tipo intenso e muito, muito apaixonado. A paixão que ele tem pelo jogo e a sua mentalidade vencedora são o que mais se destaca. Ele preocupa-se mesmo e é isso que se precisa num treinador. Quando se tem um novo treinador a meio da época pode ser muito difícil, porque se joga de dois em dois dias, pelo que não é muito fácil pôr tudo em prática num curto espaço de tempo. Mas ele é muito claro, para sermos livres com a bola e corrermos riscos, especialmente nós, jogadores de ataque”, resumiu Cristian Pulisic, numa entrevista à Sports Illustrated, sobre o trabalho do técnico português em seis semanas.
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????️ Sergio Conceicao spoke to SkySport: Are you asking for a night of warriors? Can you explain your lineup choices? "The names are what they are, but what matters is what we’ve prepared in terms of gameplay. We’re halfway through this playoff, we’re playing at home, and we have… pic.twitter.com/tvrXtoE7ji
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Na antecâmara do arranque da partida, todas as câmaras estavam apontadas ao técnico que, de uma forma discreta, sentou-se no banco e beijou o terço que tinha na mão antes de guardá-lo no bolso. Este era mais do que um encontro para o português, que viu San Siro “explodir” num ambiente frenético logo aos 40 segundos com o golo inaugural: Giménez ganhou um canto na bola de saída, puxou pelos adeptos, Theo Hernández combinou com Pulisic e Thiaw fez a assistência ao segundo poste para o 1-0 do argentino (que levantou logo os braços por respeito à antiga equipa). A aposta nos Fab Four tendo Musah e Reijnders no meio estava a dar resultado pela atitude, intensidade e agressividade da equipa, com João Félix a ter mais uma oportunidade num remate que saiu por cima (18′) entre vários arranques de Leão onde faltava acertar o último passe.
Giménez a aplicar a lei do ex e a empatar a eliminatória ????
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4.ª vez que o Milan ⚽ marca um golo no 1.º minuto na Champions:
2005 Maldini (na final)
2005 Seedorf
2011 Pato
2025 Giménez – frente à ex-equipa, Feyenoord⚠ Gimenez soma 3 golos e uma assistência nos 5 primeiros jogos pelo Milan pic.twitter.com/jXIAKbs7l2
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Os neerlandeses esboçavam algumas saídas rápidas com muita verticalidade como se tinha visto na Luz na primeira fase mas era o AC Milan que continuava a dominar, tendo uma bola no poste por Theo Hernández numa recarga a remate com defesa incompleta de João Félix (23′). Era dos pés dos portugueses que surgiam quase todos os lances de perigo, com Rafael Leão a ter a melhor oportunidade da primeira parte já perto do intervalo para defesa de Timon Wellenreuther (42′) e os rossoneri a saírem com a eliminatória empatada quando já podiam estar na frente diante de um Feyenoord que acusava as dez ausências por lesão e tinha Paixão e Zepiqueno desaparecidos de qualquer capítulo que invertesse o filme que se via em campo.
MAMMA MIA LEAO ????
❤️???? Milán 1 – 0 Feyenoord ???? ⚪ pic.twitter.com/TVkja49xqz
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O segundo tempo começou com as mesmas características, com Givairo Read a ter grandes dificuldades na direita da defesa dos neerlandeses antes de uma grande contrariedade para o AC Milan com o vermelho por simulação a Theo Hernández (52′). O encontro estava prestes a mudar por completo, com os rossoneri a baixarem linhas, a perderem fogo no ataque e a sofrerem mesmo o golo do empate nos 20 minutos finais, com Hugo Bueno a cruzar com todo o espaço da esquerda para o desvio de cabeça de Julián Carranza entre os centrais (73′). As próprias substituições de Sérgio Conceição partiam por completo o jogo, com Fofana a ser o único médio do AC Milan entre defesas e avançados. No entanto, nem isso desfez o nulo e consequente eliminação, em mais um capítulo de uma semana para esquecer na vida do português.
Theo Hernández foi para a rua por simulação ????
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Carranza a calar o San Siro ????
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