Cerca de 18 anos depois de assumir a liderança da Federação Nacional dos Professores, Mário Nogueira prepara-se para sair, avançou o Correio da Manhã e confirmou o Observador. A maior organização representativa dos docentes no país vê-se assim obrigada a definir uma nova coordenação. A proposta do novo secretário-geral vai ser apresentada aos sindicatos que compõem esta federação nos próximos dias e será votada em maio — mas não são esperadas grandes mudanças.

“O Mário [Nogueira] já tem 67 anos, está na idade da reforma, é normal [que queira afastar-se da direção da Fenprof]. É uma decisão expectável”, diz ao Observador José Feliciano Costa, um dos secretários-gerais adjuntos desta organização (e presidente do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa) — e também um dos possíveis sucessores de Mário Nogueira.

Segundo o dirigente, “a solução [para suceder a Mário Nogueira] passará por manter a coordenação que está agora em funções“. De acordo com a lista disponível no site da Fenprof, abaixo do ainda secretário-geral encontram-se dois secretário-gerais adjuntos. Além de José Feliciano Costa, que coordena os professores da região da Grande Lisboa há mais de cinco anos, consta também o nome de Francisco Gonçalves, coordenador do Sindicato dos Professores do Norte há pelo menos quatro anos.

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Nome apresentado esta semana e votado em maio

O 15.º Congresso da Fenprof vai decorrer a 16 e 17 de maio e é nesse evento que se vai oficializar a saída de Mário Nogueira — assim como será aprovada a nova coordenação do sindicato. Mas antes disso, será apresentada, pelo secretariado ainda em funções, uma nova proposta de coordenação do sindicato.

“Vai haver uma reunião esta semana do secretariado nacional, que vai avançar com uma proposta de nova coordenação, que irá depois aos sindicatos [que compõem a Fenprof] para ser debatida”, explica José Feliciano Costa. E acrescenta que esta proposta dificilmente encontrará objeções por parte dos sindicatos dos professores.

Era esperado que Mário Nogueira terminasse o seu mandato enquanto secretário-geral da Fenprof em 2022, já que em 2019, quando foi reeleito coordenador do sindicato, disse ser o último mandato que ia cumprir. No entanto, acabou por ser reconduzido em 2022. A Fenprof avançou então com uma alteração aos seus estatutos, o que garantiu a Mário Nogueira o apoio de dois adjuntos.