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"Sermos enganados por quem nos é próximo é ser roubado duas vezes". Carolina Patrocínio reage a desvio de dinheiro

Este artigo tem mais de 1 ano

A Notable diz que mandatou advogados para "assegurarem o ressarcimento da empresa" através dos "meios jurídicos adequados" contra Manuel Santana Lopes. Apresentadora também reagiu a "momento difícil".

Carolina Patrocínio foi uma das duas pessoas lesadas por Manuel Santana Lopes
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▲Carolina Patrocínio foi uma das duas pessoas lesadas por Manuel Santana Lopes

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

▲Carolina Patrocínio foi uma das duas pessoas lesadas por Manuel Santana Lopes

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Carolina Patrocínio usou as redes sociais para reagir às notícias que se tornaram públicas na última quinta-feira, 12 de março, sobre o desvio de dinheiro de Manuel Santana Lopes a dois agenciados da Notable. “Sermos enganados por quem nos é próximo e tem a nossa confiança é ser roubado duas vezes. E dói duas vezes mais”, escreveu a apresentadora, que foi uma das duas lesadas. Antes, a Notable confirmou, através de um comunicado, que houve desvio de dinheiro de comissões a dois agenciados e que vai agir judicialmente para ser ressarcida.

“São momentos difíceis que nos confrontam com o pior da natureza humana. Mas não é por isso que deixarei de confiar nos outros, porque continuo a acreditar que as pessoas são geralmente decentes e que a vida só vale a pena se não tivermos medo de depender uns dos outros. É assim que vou continuar a pautar a minha vida e a minha forma de estar. Com a certeza de que são os bons exemplos que vão perdurar no tempo e não os infratores. Esses, nunca passarão da vulgaridade“, escreveu ainda a apresentadora da SIC.

▲ Manuel Santana Lopes terá desviado cerca de 300 mil euros em comissões a dois agenciados da Notable

Notable exige ser ressarcida

Também nas redes sociais, a agência responsável pelas carreiras de muitos famosos escreveu que “constatou que um ex-colaborador desviou para si quantias destinadas a dois agenciados da empresa. Os factos foram apurados no âmbito de uma auditoria interna, realizada de urgência por iniciativa da Notable, após verificação de alguns indícios que apontavam no sentido daquele desvio”. Manuel Santana Lopes ocupava o cargo de chefe de operações da agência desde 2022, além de ser associated partner ao lado da CEO, Inês Mendes da Silva. De acordo com as notícias veiculadas anteriormente, além de Carolina Patrocínio também o ator Tiago Teotónio Pereira terá sido lesado.

O comunicado diz ainda que “a Notable assumiu prontamente a intenção de entregar aos agenciados quantia igual à que havia sido desviada pelo seu ex-colaborador” e que “o ex-colaborador visado reconheceu o sucedido e cessou imediatamente funções na empresa”. Além disso, a agência diz que “mandatou os seus advogados para, através dos meios jurídicos adequados, assegurarem o ressarcimento da empresa e o exercício dos seus demais direitos”, sem indicar se já avançou com algum processo contra Santana Lopes. Apesar de confirmar a notícia, a agência não revela o nome dos envolvidos nem os valores desviados. “A Notable lamenta o sucedido, que surpreendeu toda a equipa, e agradece as palavras de apoio, solidariedade e confiança recebidas dos seus agenciados e clientes, que poderão também confiar no profissionalismo, dinamismo e entusiasmo de sempre”, diz ainda o texto.

De família influente e amigo dos famosos

Na manhã desta quinta-feira, quando a notícia foi veiculada no programa da TVI, Manuel Santana Lopes já havia apagado todas as suas páginas nas redes sociais. O site da agência também já não traz um perfil do antigo colaborador. Estava na Notable desde 2017 e era chefe de operações desde 2022. A agência é responsável pelas carreiras de famosos como Cristina Ferreira, Rita Pereira ou Pedro Teixeira, além de marcas como a NOS.

Manuel Santana Lopes é filho de Paulo Santana Lopes, o irmão do antigo primeiro ministro que foi detido e ficou em prisão domiciliária em 2016 durante a operação Rota do Atlântico. Junto com o empresário de futebol José Veiga, Paulo Santana Lopes foi investigado num processo de corrupção no comércio internacional. Segundo a PJ, celebrariam contratos de fornecimento de bens e serviços – entre os quais obras públicas, construção civil e venda de combustível a várias entidades públicas e privadas do Congo. Os lucros destes negócios seriam “utilizados na aquisição de imóveis, veículos de gama alta, sociedades não residentes e outros negócios, utilizando para o efeito pessoas com conhecimentos especiais e colocadas em lugares privilegiados, ocultando a origem do dinheiro e integrando-o na atividade económica licita”.

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