É o primeiro-ministro que vai designar quem serão os dois elementos representantes do Estado no Conselho de Administração da Fundação de Serralves, no Porto, e não o Ministério da Cultura (MC), como é habitual. Fonte do gabinete do MC confirma ao Observador que Luís Montenegro “chamou a si a definição dessas duas pessoas” após a tomada de posse de Isabel Pires de Lima como presidente do conselho de administração da Fundação, em janeiro. Contactado, o gabinete do primeiro-ministro não respondeu.
De acordo com os estatutos da fundação, “o Conselho de Administração é composto por nove membros, sendo um presidente, três vice-presidentes e cinco vogais”, com a designação de novos administradores a efetuar-se “por voto secreto e maioria absoluta”, sendo que a escolha dos membros é da responsabilidade do próprio conselho, “com a exceção de dois, que serão sempre nomeados pelo Estado“.
Até então, os ministros da Cultura têm tido competência própria para escolher e nomear dois membros do Conselho de Administração da Fundação de Serralves. Assim foi com João Soares, em 2015, por exemplo, que indicou Pacheco Pereira e Isabel Pires de Lima.
Contactado pelo Observador, o gabinete de imprensa da Fundação Serralves recusou dar informações sobre o assunto.
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Isabel Pires de Lima foi eleita para presidente do conselho de administração para o triénio 2025-2027, foi informado no dia 31 de dezembro de 2024, num comunicado enviado às redações já depois das 21h. Segundo o mesmo texto, “a nova presidente foi eleita pelo conselho de administração de entre os seus membros, por voto secreto e por maioria absoluta”.
O conselho de administração da Fundação de Serralves integra atualmente também o colecionador Armando Cabral, o cientista Manuel Sobrinho Simões e os gestores Fernando Cunha Guedes (Sogrape), Tomás Jervell (Grupo Nors) e Luís Silva Santos (Ascendi). Maria do Carmo Oliveira é a mais recente adição ao conselho e o seu nome já consta no site da instituição. A gestora, com um passado no Banco BPI, é membro não-executivo do Conselho de Administração da Altri SGPS e do Grupo Ibersol e membro do Conselho Municipal de Economia da Câmara Municipal do Porto. Entrou em funções em Serralves no início de janeiro, confirmou ao Observador fonte da instituição.
Com nove membros, o conselho de administração da Fundação Serralves tem em falta apenas os dois representantes do Estado que aguardam pela decisão de, sabe-se agora, Luís Montenegro.