Foi uma notícia que explodiu na Turquia e obrigou a um desmentido em Portugal. Nos últimos dias, a comunicação social turca indicou que José Mourinho já tinha um pré-acordo com o novo presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, para suceder a Roberto Martínez e liderar a Seleção Nacional depois da final four da Liga das Nações. Segundo a própria Federação, porém, não é verdade.

Em declarações ao jornal Record, o organismo que regula o futebol português garantiu que a informação não é verdadeira. Ainda assim, é certo e sabido que José Mourinho alimenta o sonho de orientar a Seleção, tendo já recebido ofertas formais por parte da FPF — incluindo depois do Mundial do Qatar, quando ainda treinava a Roma e na sequência da saída de Fernando Santos, tendo rejeitado a proposta.

Mourinho e outra vitória com as mãos na cabeça: Fenerbahçe volta às goleadas com técnico (de novo) agastado com arbitragem

Ora, este domingo, o Fenerbahçe recebia o Eyupspor na antepenúltima jornada do Campeonato e sabia que, independentemente do próprio resultado, o Galatasaray só precisava de um ponto para se sagrar tricampeão nacional. A equipa de Okan Buruk, que tinha oito pontos de vantagem na liderança da classificação, recebia o Kayserispor à mesma hora e tinha a possibilidade de fechar as contas com ainda duas jornadas por disputar.

Algo que, na verdade, não retirava personalidade a José Mourinho. Nos últimos dias, depois da goleada imposta ao Basaksehir na última jornada, o treinador português foi questionado sobre as mudanças que vai fazendo no onze inicial do Fenerbahçe e deu uma resposta muito característica. “Tenho 25 moedas, atiro-as ao ar e as 11 que ficam em cima da mesa são os que são titulares. As que caem no chão são os jogadores que vão para o banco. É isto que eu faço. Durante a semana passo as noites nas discotecas de Istambul a divertir-me e depois é assim que escolho a equipa inicial. É simples”, atirou, com um tom sarcástico, mas sem sorrir.

Assim, contra o Eyupspor, Mourinho lançou Talisca e En-Nesyri no ataque, apoiados por Dusan Tadic, com Edin Dzeko e Cenk Tosun a começarem no banco. No outro lado, numa equipa que ainda está a tentar chegar ao apuramento para a Liga Conferência, Arda Turan tinha Mame Thiam como referência ofensiva, sendo que o português Rúben Vezo era suplente.

O Fenerbahçe abriu o marcador já pouco depois da meia-hora, por intermédio de En-Nesyri (32′), e foi para o intervalo a vencer o Eyupspor pela margem mínima. Contudo, também em Istambul, o Galatarasay estava a bater o Kayserispor no final da primeira parte e era virtualmente campeão, algo que fez com que os já escassos adeptos do Fenerbahçe acabassem por assobiar a equipa no regresso aos balneários independentemente da vantagem.

Na segunda parte e pouco depois de entrar, quando Rúben Vezo também já estava em campo, Dzeko ainda foi a tempo de aumentar a vantagem e Umut Meras ainda reduziu a desvantagem nos descontos (90+4′). O Fenerbahçe venceu, mas não evitou os festejos do Galatasaray, que derrotou o Kayserispor e sagrou-se tricampeão da Turquia, conquistando o 25.º título da própria história. Quanto à equipa do treinador português, continua a perseguir um triunfo que já escapa desde 2014, há mais de uma década.