Génesis foi o nome que o fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado deu ao seu último grande trabalho que correu o mundo em exposições — incluindo Portugal, exposto na Cordoaria Nacional, em Lisboa, em 2015 — e na publicação de um livro.
Este trabalho tem cerca de 250 fotografias onde Sebastião Salgado mostra a natureza no seu estado mais puro e os seres humanos que ali habitavam que desconheciam a internet, e comida que não viesse da agricultura ou da caça. Mais importante: não poluíam, nem desequilibravam o ecossistema, uma das grandes preocupações demonstradas pelo fotógrafo.
Para criar Génesis foram precisos oito anos de trabalho, entre 2004 e 2011, e mais de 30 viagens, da Antártida aos Galápagos, da Amazónia ao Congo. Umas mais difíceis do que outras, dada a inacessibilidade dos lugares. Na Etiópia, por exemplo, Sebastião Salgado e Lélia (a mulher) queriam chegar a tribos e paisagens únicas, onde a única maneira de chegar era organizando expedições a pé. Não havia estradas, só montanhas. “Gastei mais ou menos dois meses para fazer essa caminhada. Ao todo foram mais de 1000 quilómetros a pé, alugámos 18 jumentos para carregarem a carga. E na Etiópia, quando se aluga um jumento, aluga-se o dono do jumento porque é todo o capital que o proprietário tem”, recordava o fotógrafo na inauguração da exposição em Lisboa, em 2015.
Recorde algumas das fotografias deste último grande trabalho de Sebastião Salgado na fotogaleria acima.