“Rick & Morty”, temporada 8

Max, segunda-feira, 26 de maio

Tão cedo não nos iremos ver livres de Rick & Morty e, para muitos, ainda bem. A série de animação conquistou um lugar especial numa geração, sem ocupar o lugar de uma outra qualquer série que tenha existido nas últimas décadas: seja Os Simpsons, South Park ou até Family Guy. A criação de Justin Roiland e Dan Harmon pode conquistar pelo humor singular, mas obriga-nos a ficar pela forma como vê a vida e fala dos seus problemas: imaginem Bluey para adultos, nerds e não-nerds. A série continua a fazer o mesmo que faz bem, assinalar as aventuras de Rick & Morty, avô (cientista louco) e neto (adolescente, com os problemas e dúvidas de todos os adolescentes), em viagens pelo cânone da ficção científica. Quanto a temporadas, Rick & Morty tem vida garantida, para já, até à 12.ª temporada. Voltaremos a falar dela para o ano.

“Big Boys”, temporada 3

Filmin, terça-feira, 27 de maio

Já o dissemos no passado e voltamos a dizer: Big Boys é uma das melhores séries desta década, de comédia e não só. O criador, Jack Rooke, pegou na experiência universitária e elevou-a a uma grande história disto do crescer, no caso dele, de crescer em luto — a morte do pai — e da exploração da sexualidade. O golpe de génio, ao contrário de outras séries do género (Fleabag e, até, Baby Reindeer), é que Big Boys não é bem sobre o autor — melhor, Rooke conseguiu tecer uma teia de relações em que coloca todas as personagens par a par e a audiência é convidada a balançar o seu entendimento sobre elas. Por exemplo, não é de todo um erro achar que o real protagonista é Danny (Jon Pointing), companheiro de casa de Rooke, pela forma como a sua história de vida toma conta das atenções a dado momento. O final da segunda temporada é um grande momento de televisão, de uma honestidade e elevação que é rara, agora ou em qualquer momento. A terceira temporada que agora se estreia será a última de Big Boys. É um fim de um ciclo, para Jack Rooke e para a televisão. É um marco da comédia que encontra o realismo social.

“Dept. Q”

Netflix, quinta-feira, 28 de maio

Scott Frank ganhou atenção mediática graças a The Queen’s Gambit (Netflix), mas tem no passado outras boas séries que criou (Godless) ou argumentos para filmes, como Get Shorty, Minority Report ou Logan. Entre The Queen’s Gambit também tomou rédeas de uma série muito recomendável, Monsieur Spade (Filmin), que talvez tenha passado despercebida. Dept. Q é o novo projeto, série de oito episódios que adapta o romance de Jussi Adler-Olsen, sobre um detetive, Carl Morck (Matthew Goode), que é enviado para um novo departamento da polícia para vasculhar casos que ficaram esquecidos, ou seja, que se mostraram demasiado difíceis de resolver e eventualmente foram atirados para um canto. Acontece que descobre um que não parece tão impossível quanto isso e resolver ir atrás das pistas para o resolver. Teremos aqui o thriller de que toda a gente falará nas próximas semanas?

“The Better Sister”

Prime Video, quinta-feira, 28 de maio

Famílias, sempre uma fonte de problemas, não é? A história de The Better Sister pega exatamente nessa ideia, duas irmãs, Chloe (Jessica Biel) e Nicky (Elizabeth Banks), com um passado cheio de detalhes de que nenhuma delas se orgulha, voltam a estar juntas depois do marido de Chloe ser encontrado morto em casa. O problema não é só a morte do marido, mas as provas que tornam evidente que há elementos do crime que foram ensaiados e que o assassino se esforçou muito para que tudo parecesse um assalto. Talvez não tenha sido e talvez o assassino esteja mais próximo do que inicialmente se pensava. Adaptação de um romance de Alafair Burke em formato de oito episódios que estarão disponíveis nesta quinta-feira.

“Welcome To Wrexham”, temporada 4

Disney+, quinta-feira, 28 de maio

A história de sucesso do Wrexham A.F.C. tem corrido bem com as câmaras ligadas. O clube mais antigo do País de Gales subiu três vezes de divisão desde que Ryan Reynolds e Rob McElhenney compraram o clube e resolveram documentar isso nesta série. A instituição tornou-se parte da cultura popular e é hoje indissociável do fenómeno documentário. A quarta temporada retrata a última época e tem um novo rival em cena, o Birmingham, que também é parcialmente detido por uma outra celebridade, Tom Brady.

“Mountainhead”

Max, sábado, 31 de maio

Depois de Succession, Jesse Armstrong decidiu continuar no mundo dos muito ricos. O título é uma clara referência a The Fountainhead, romance de Ayn Rand, e refere-se a uma propriedade que um dos quatro tech bros que protagonizam este filme tem. É nessa casa que tudo acontece, Hugo (Jason Schwartzman) convida Randall (Steve Carrell), Venis (Cory Michael Smith) e Jeff (Ramy Youssef) para passarem um fim de semana de póquer. Imprevistos acontecem e o fim de semana de manos a serem manos trasnforma-se numa longa conversa sobre como é que os quatro se podem tornar donos disto tudo. Armstrong teve a ideia para o filme no final do ano passado e fê-lo acontecer o mais rápido que conseguiu para tornar esta sátira presente ao máximo.