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Detido suspeito de abuso sexual de criança durante festival de música em Sesimbra

Este artigo tem mais de 1 ano

Detido, sobre o qual "recaem indícios de que anteriormente terá praticado crimes de idêntica natureza, ficou sujeito a medidas de coação não privativas da liberdade.

O diretor nacional da Polícia Judiciaria, Luís Neves, intervem no final da cerimónia de inauguração do Laboratório Digital Forense da Polícia Judiciária e 79.º Aniversário da PJ, em Lisboa, 21 de outubro de 2024. ANTÓNIO COTRIM/LUSA
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▲Vítima era filha de uma amiga do suspeito, que se aproveitou desta relação de confiança para avançar com a conduta perversa

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

▲Vítima era filha de uma amiga do suspeito, que se aproveitou desta relação de confiança para avançar com a conduta perversa

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

As autoridades detiveram um homem, de 39 anos, suspeito de abuso sexual de uma criança de 12 anos durante um festival de música em Sesimbra, ocorrido em junho, informou a Polícia Judiciária (PJ) esta sexta-feira.

Segundo explica a PJ, em comunicado, o caso ocorreu durante o Festival Ícaros, realizado no concelho de Sesimbra, distrito de Setúbal, “no interior de uma habitação que servia de residência temporária”, localizada no recinto do evento.

“Aproveitando-se da relação de confiança que mantinha com a vítima, filha de uma amiga sua, o suspeito sujeitou-a a diversos contactos de natureza sexual, os quais não só terão tido consequências mais graves porque, a dada altura, uma outra criança apareceu junto à porta da habitação”, descreve a nota. O detido, sobre o qual “recaem indícios de que anteriormente terá praticado crimes de idêntica natureza, ficou sujeito a medidas de coação não privativas da liberdade.

No final de junho, quando este caso se tornou público, a organização do Ícaros — Festival Música e Medicina publicou um comunicado na sua conta no Facebook a lamentar “um crime muito grave ocorrido durante o festival, envolvendo abuso de menor”.

“Este comportamento é absolutamente inaceitável e representa uma grave violação dos valores e padrões que defendemos no festival”, criticou a organização, adiantando que apoiou “os afetados por este crime” durante todo o processo.

Os responsáveis pelo festival sublinham que “ninguém poderia esperar tal ação” e que “este tipo de situação está completamente fora” do seu controlo.

Acrescentam que, depois de contactar as autoridades, todo o processo foi seguido de perto, assegurando que estão atentos e “a fazer o possível para garantir que a justiça seja feita”.

“Lamentamos profundamente que este incidente tenha ocorrido e estamos totalmente empenhados em tomar todas as medidas necessárias para garantir que algo como isto nunca mais aconteça”, lê-se no comunicado.

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