O vocalista dos Black Sabbath, Ozzy Osbourne, morreu esta terça-feira, “rodeado de amor”, segundo o comunicado da família citado pela BBC. Tinha 76 anos e disse adeus aos palcos há poucas semanas, num concerto em Villa Park, em Birmingham.
“É com mais tristeza do que as palavras podem expressar que temos que informar que o nosso querido Ozzy Osbourne morreu esta manhã. Estava com a família e rodeado de amor”, escreve a família, pedindo respeito pela sua privacidade. O comunicado é assinado pela mulher do músico, Sharon, e os filhos, Aimee, Kelly, Jack e Louis.
Osbourne subiu aos palcos pela última vez no dia 5 de julho, num espetáculo, intitulado Back to the Beginning (“Regresso ao Principio”). Foi a primeira reunião dos Black Sabbath desde 2005. “Estou de cama há seis anos, vocês não tem ideia de como me sinto”, disse o músico aos fãs naquela noite, segundo o jornal Guardian.
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Em 2020, Osbourne revelou que tinha sido diagnosticado com a doença de Parkinson e interrompeu as atuações em 2023, depois de uma cirurgia à coluna. Tem-se confrontado com vários problemas de saúde desde 2003, depois de um acidente quase mortal com um quadriciclo, agravados em 2019 depois de ter sofrido uma queda em casa.
A história do Sabbath começou em Birmingham em 1968, quando os quatro membros originais da banda procuravam escapar a uma vida de operários fabris.
O seu original e homónimo álbum saiu em 1970 e entrou para o ‘top 10’ no Reino Unido, abrindo o caminho a uma série de álbuns de sucesso, incluindo Master of Reality, Paranoid, Vol. 4, Sabbath Bloody Sabbath e Sabotage. No total, ao longo da sua existência, venderam mais de 75 milhões de álbuns.
A fama de Osbourne atingiu o apogeu no início dos anos 2000, quando participou com a esposa, Sharon Osbourne, e dois dos seus filhos, no ‘reality show’ da MTV intitulado “The Osbournes.”