Pode ser uma semana capital para o futuro de Miguel Oliveira. Com contrato com a Pramac Yamaha até 2026 mas a realizar uma temporada desapontante, o piloto português tem corrido com a espada em cima da cabeça: a equipa tem o jovem Toprak Razgatlioglu garantido para a próxima época e ainda não decidiu se despede Oliveira, Jack Miller ou até ambos. A decisão, porém, parece estar presa por dias.

O que está mal não se endireita: Miguel Oliveira acaba treinos livres na Hungria na 18.ª posição (e vai passar pela Q1)

Na antecâmara do Grande Prémio da Hungria, o diretor da Pramac Yamaha confirmou que o futuro dos dois pilotos será conhecido em breve. “Como podem imaginar, não é fácil. Tivemos várias reuniões. Estamos numa situação difícil porque temos de perceber o que será bom para o projeto, mas também temos de pensar no futuro. Precisamos de mais alguns dias para finalizar tudo. O prazo era há um mês, mas adiámo-lo porque a decisão é difícil. Mas, na minha opinião, saberemos quem será o piloto nos próximos dias”, explicou Gino Borsoi.

Era neste complexo contexto que Miguel Oliveira chegava à Hungria, que volta a receber um Grande Prémio de MotoGP ao fim de 33 anos de ausência. Depois de um dos piores resultados da temporada na Áustria, com um 17.º lugar, o piloto português voltou a falhar a Q2 e não foi além de uma 19.ª posição na qualificação, demonstrando até alguma apatia na forma como descreveu as sessões desta sexta-feira.

“O meu dia foi mediano, nem o pior nem o melhor. A pista, como já esperava, é bastante complicada. O vento forte facilitou os erros. O lado bom é que descobrimos mais ou menos a direção a seguir com a configuração da mota, tentando ajustá-la à tarde para o ‘time attack’. Os tempos por volta foram decentes, não perfeitos, e mesmo que tivessem sido provavelmente não teriam sido suficientes para chegar à Q2. Ainda estamos a perder algumas décimas. É fácil ultrapassar as chicanes, não tanto nos pontos de travagem, mas quando se entra na primeira curva é fácil soltar os travões e perder a segunda. Nunca há realmente um lugar onde se possa ganhar velocidade, é sempre um vai e vem. Ainda assim, a pista não é tão má como parece no papel”, indicou o piloto português depois da qualificação onde Marc Márquez ficou com a pole-position, à frente de Marco Bezzecchi e Fabio Di Giannantonio.

Já este sábado e na primeira corrida sprint de sempre na Hungria, Marc Márquez segurou a liderança com alguma naturalidade e viu Fabio Quartararo, Johann Zarco e Enea Bastianini ficarem todos de fora logo na primeira curva. Mais atrás, Miguel Oliveira aproveitou os abandonos para subir na classificação e colar-se a Pecco Bagnaia, com quem acabou por protagonizar um dos principais duelos da prova.

Ainda assim, o piloto português acabou por não conseguir ultrapassar o italiano da Ducati e ficou mesmo no 14.º lugar, enquanto que Marc Márquez não deixou fugir a mais do que expectável vitória e triunfou na corrida sprint do Grande Prémio da Hungria. Fabio Di Giannantonio ficou com o segundo lugar e Franco Morbidelli encerrou o pódio, seguido de Luca Marini.