A Universidade de Aveiro (UA) assumiu a responsabilidade tecnológica de um sistema de recenseamento eleitoral automático para São Tomé e Príncipe, informou esta quarta-feira aquela universidade.
De acordo com uma nota enviada à Lusa, o projeto visa modernizar o processo eleitoral, garantindo mais transparência e autonomia para aquele país africano.
A iniciativa é uma resposta às recomendações da Missão de Observação Eleitoral da União Europeia, após as eleições de 2022, e o sistema deverá estar pronto para as eleições de 2026, tendo sido apresentado à ministra da Justiça são-tomense, Vera Cravid.
“O novo sistema permitirá atualizar os cadernos eleitorais de forma contínua e segura, através da integração com bases de dados nacionais, como o registo civil”, refere a nota.
Segundo Joaquim Sousa Pinto, investigador da Universidade de Aveiro e responsável técnico, o processo adicionará e eliminará automaticamente eleitores.
A UA é responsável pela vertente tecnológica do projeto, incluindo o software de ligação ao sistema de bilhete de identidade.
A Universidade está incumbida também de desenvolver uma plataforma online para consulta de mesas de voto e uma aplicação móvel para introdução de resultados eleitorais.
Numa parceria com a Universidade do Minho, que assegura a componente legislativa, a Universidade de Aveiro irá também formar técnicos locais, numa ação que vai começar a 1 de setembro, sendo considerada “essencial para a sustentabilidade e evolução futura do sistema”.
O projeto, financiado pela União Europeia, tem como objetivo permitir a São Tomé e Príncipe organizar eleições de forma autónoma, sem dependência externa.