A notícia foi avançada pelo Grupo Armani esta quinta-feira e rapidamente as reações começaram a surgir. Giorgio Armani morreu aos 91 anos em casa, junto da sua família, deixando para traz um enorme legado no mundo da moda, agora em luto. Donatella Versace foi das primeiras a deixar a sua homenagem, publicando no Instagram uma fotografia a preto e branco do designer italiano, com a legenda: “O mundo perdeu um gigante hoje. Ele fez história e será lembrado para sempre”, escreveu.
Também a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, descreveu Armani como um homem de “elegância, sobriedade e criatividade” que trouxe “prestígio à moda italiana e inspirou o mundo inteiro”. “Um ícone, um trabalhador incansável, um símbolo do melhor da Itália. Obrigado por tudo”, acrescentou, numa publicação no X, enquanto que o Presidente de Itália, Sergio Mattarella, lembrou “um mestre do estilo e da moda e um símbolo do génio italiano em todo o mundo”. Na nota oficial do Palácio do Quirinale, sublinhou a “personalidade reservada, mas de criatividade constante e incansável, que durante décadas redefiniu os cânones da elegância e do luxo a nível internacional”.
Na política, o ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, escreveu que era “um talento intemporal e embaixador do Made in Italy no mundo. Um visionário da moda, um intérprete refinado da elegância e beleza do nosso país. A sua é uma história de sucesso extraordinária. Hoje abraçamos a sua família, gratos pelo estilo extraordinário que ele deu à Itália e ao mundo”.
A atriz alemã Diane Kruger, que usou muitas criações de Armani, afirmou estar “incrivelmente triste” com a notícia da morte de uma “das pessoas mais simpáticas e mentores que tive a sorte de conhecer e com quem trabalhei”, e a atriz norte-americana Julia Roberts descreveu o designer como “um verdadeiro amigo, uma lenda”. Já a modelo Cindy Crawford afirmou-se “de coração partido ao ouvir sobre o falecimento de uma lenda. Um verdadeiro mestre da sua arte”. Victoria Beckham também reagiu à morte do designer italiano lamentando que “o mundo da moda perdeu uma verdadeira lenta —um designer visionário cujo legado viverá para sempre”, escreveu num story no Instagram, acrescentando sentir-se “honrada por tê-lo chamado de amigo”.
Também no Instragram, o CEO da Moncler, Remo Ruffini, recordou como, desde sempre, viu em Giorgio Armani um modelo e o “símbolo do meu sonho”. “A sua coerência, a sua elegância, a sua capacidade de olhar para o futuro com lucidez e coragem marcaram uma época e traçaram um caminho. Nele havia o que torna uma pessoa grande: a disciplina, a visão, a força de quem nunca cedeu às modas do momento, mas as guiou e inspirou. Ele era o que muitos gostariam de ser, e que ninguém jamais poderá realmente igualar. Um exemplo que nos acompanhará para sempre”, escreveu.
“Giorgio Armani não é apenas um nome, mas uma linguagem universal de elegância, sobriedade e força criativa. Um ícone que redefiniu a moda e continuará a inspirar gerações. Que a terra lhe seja leve, maestro”, escreveu também o Teatro La Fenice, em Veneza.
Em Portugal, o ex-futebolista Luís Figo partilhou no Instagram uma fotografia junto da mulher, Helena Svedin, e de Armani com a descrição “R.I.P”. “Obrigada por nos ensinar que a verdadeira elegância é intemporal”, escreveu também o designer Miguel Vieira nas redes sociais, onde também o modelo Pedro Guedes reconheceu ter tido “a honra de conhecer mais de perto o designer incrível e único que marca várias gerações na Moda Masculina”.