Ainda sem justificações sobre a não continuação como ministro da Economia no segundo Governo de Luís Montenegro, Pedro Reis foi o escolhido para liderar a Fundação António Pargana, além de ter entrada no conselho consultivo da Cimpor.
A sua nomeação como vice-chairman do Conselho Consultivo Estratégico da Cimpor foi anunciada no início da semana. E esta sexta-feira, 5 de setembro, divulgou-se que Pedro Reis é o novo administrador executivo da Fundação António Pargana.
Em comunicado, a Fundação António Pargana explica que Pedro Reis “terá como missão promover o contacto de jovens de origem portuguesa espalhados pelo mundo com instituições e empresas portuguesas, para um maior conhecimento mútuo”.
A Fundação António Pargana foi criada em 2023 pelo empresário português residente no Brasil, membro do Concelho da Diáspora. O objetivo da instituição que António Pargana fundou é o de “contribuir para o fortalecimento dos laços entre Portugal e a Diáspora, em particular com o universo estudantil com ligação hereditária ou afetiva ao país”. E assim reforçar a ligação entre Portugal e a diáspora, nomeadamente criando programas que ajudem os jovens a criarem ou reforçarem a sua ligação a Portugal.
As atividades passam, também, por ajudar a integrar pessoas que estejam nos países da diáspora em empresas portuguesas.
Fazem parte ainda do conselho de administração da Fundação o próprio António Pargana e Miguel Guedes. Já no Conselho de Curadores da Fundação está Pedro Siza Vieira, David Justino, Graça Fonseca, todos ex-ministros, Diogo Feio, ex-deputado e ex-secretário de Estado, e Fátima Barros, ex-presidente da Anacom.
Já na Cimpor, Pedro Reis terá como função o apoio à “estratégia de crescimento da empresa em múltiplos mercados e segmentos de negócio, ao reforçar o seu posicionamento como líder global no sector do cimento e dos materiais de construção”, indicava-se no comunicado.
Pedro Reis foi ministro da Economia do primeiro governo de Luís Montenegro, não continuando neste segundo Executivo. Anteriormente tinha sido presidente da AICEP e estado no setor financeiro. Ainda foi candidato a bastonário da Ordem dos Economistas, mas viria a perder para António Mendonça.