Diogo Freitas do Amaral, Francisco Salgado Zenha, Maria de Lourdes Pintasilgo e Mário Soares. Quando a primeira ronda começou, era este o quarteto de candidatos às eleições presidenciais de 1986. Mas, revela o mais recente Podcast Plus do Observador, quando o combate começou, já muitas lutas tinham sido travadas — pelo que podiam muito bem ter sido outros os nomes impressos nos boletins em que, no dia 26 de janeiro desse ano, os portugueses foram chamados a pôr a cruz.
Esta não é apenas a história das presidenciais mais importantes de sempre na história de Portugal, aquelas que, pela primeira vez desde o 25 de Abril, colocaram no Palácio de Belém um Presidente civil, e as únicas decididas a duas voltas. Esta é também (e sobretudo) uma história sobre os bastidores da política portuguesa.
Se Mário Soares partiu atrás de todos os outros candidatos, com sondagens que não lhe davam mais de 8% dos votos; Maria de Lourdes Pintasilgo, a única mulher a ocupar o cargo de primeiro ministro em Portugal, partiu porque se recusou sempre a deixar cair a sua candidatura — mesmo depois de meses de pressão nesse sentido, por parte do então Presidente, o General Ramalho Eanes.
Francisco Salgado Zenha decidiu partir sabendo que ia ter de defrontar no ringue eleitoral o amigo de mais de trinta anos que era literalmente família; não o considerava apenas um irmão, também era padrinho da filha dele, Isabel Soares. E Diogo Freitas do Amaral partiu depois de garantir publicamente que não o faria porque se há uma coisa certa em política é que tudo pode mudar de um momento para o outro.
O novo Podcast Plus do Observador chama-se “A eleição mais louca de sempre” e, com a ajuda de familiares e de membros do staff dos quatro candidatos, revela todos estes avanços e recuos e o que realmente se passou nestas que foram também as mais participadas de sempre.
É uma história de truques sujos, acordos secretos, agressões, malas de dinheiro, consultores vindos dos Estados Unidos, hinos e slogans memoráveis. E é uma série para ouvir em seis episódios que tem narração do ator Gonçalo Waddington e banda sonora original composta por Samuel Úria. As entrevistas e o guião são do jornalista Miguel Santos Carrapatoso e a sonoplastia e o design sonoro é de Artur Costa.
A estreia está marcada para esta terça-feira, dia 30 de setembro, mas já pode ouvir o trailer aqui:
Trailer “A Eleição Mais Louca de Sempre”. Estreia a 30 de setembro
Como habitualmente, a cada terça-feira sai um novo episódio — mas se é assinante standard ou premium do Observador não vai ter de esperar para ouvir a série completa, que vai estar disponível logo no dia de estreia, no site do jornal.