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Atriz criada por inteligência artificial gera polémica entre atores de Hollywood

Este artigo tem mais de 1 ano

"Roubaram os rostos de centenas de jovens mulheres para criar esta 'atriz' de IA", escreveu Mara Wilson, atriz de Hollywood que é uma das muitas celebridades contra a criadora, Eline Van der Velden.

O uso da IA tem-se tornado cada vez mais visível nos últimos meses nas indústrias criativas, gerando cada vez mais polémicas
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▲O uso da IA tem-se tornado cada vez mais visível nos últimos meses nas indústrias criativas, gerando cada vez mais polémicas

Instagram @tillynorwood

▲O uso da IA tem-se tornado cada vez mais visível nos últimos meses nas indústrias criativas, gerando cada vez mais polémicas

Instagram @tillynorwood

A atriz criada por inteligência artificial (IA), Tilly Norwood, está a causar indignação entre atores em Hollywood, nos Estados Unidos (EUA), noticiou esta segunda-feira a Agence France-Press (AFP).

“Roubaram os rostos de centenas de jovens mulheres para criar esta ‘atriz’ de IA. Não são criadoras. São ladrões de identidade”, disse a atriz que interpreta a personagem “Matilda”, Mara Wilson, nas redes sociais.

“Que vergonha destas pessoas”, acrescentou Mara Wilson, referindo-se à atriz criada pelo estúdio Xicoia, que desenvolve talentos criados por IA, adaptando-se à indústria do entretenimento.

Várias agências parecem já estar a preparar-se para representar Tilly Norwood, revelou a fundadora do estúdio, Eline Van der Velden, na semana passada.

A atriz protagonista dos filmes Scream e Scream 6, Melissa Barrera, disse que espera “que todos os atores representados pelo agente que faz isto o abandonem”.

O ator da série The White Lotus, Lukas Gage, acusou Tilly Norwood de ser “um pesadelo para trabalhar” porque alegadamente “não se conseguia posicionar no set (cenário de filmagens) e estava atrasada”.

A fundadora do estúdio Xicoia disse que Tilly Norwood “não é uma substituta de um ser humano, mas uma obra criativa”, indicou na rede social Instagram, no domingo.

“Tal como a animação, o teatro de marionetas e os efeitos especiais abriram novas possibilidades sem prejudicar a performance ao vivo, a IA oferece outra forma de imaginar e construir histórias”, defendeu Eline Van der Velden, sublinhando que também é atriz. Para a fundadora, os atores gerados por IA devem ser julgados entre outros criados por IA e não avaliados diretamente com profissionais humanos.

De acordo com AFP, Tilly Norwood é suficiente para reacender os receios sobre a substituição de artistas por IA, o que motivou em parte as greves que paralisaram Hollywood em 2023.

O uso da IA tem-se tornado cada vez mais visível nos últimos meses nas indústrias criativas, gerando cada vez mais polémicas, segundo a AFP.

A banda virtual “The Velvet Sundown” ultrapassou um milhão de ouvintes na aplicação de música Spotify este verão. Em agosto, uma modelo fictícia, gerada por IA, estava na capa da revista de moda Vogue.

[O que realmente se passou nas eleições presidenciais de 1986, as primeiras e únicas decididas a duas voltas? Uma história de truques sujos, acordos secretos, agressões e dúvida até ao fim. A “Eleição Mais Louca de Sempre” é o novo Podcast Plus do Observador. Uma série narrada pelo ator Gonçalo Waddington, com banda sonora original de Samuel Úria. Ouça o primeiro episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]

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