Francisco Cabral tornou-se esta segunda-feira o português mais bem classificado de sempre num ranking ATP, depois de subir ao 23.º lugar da hierarquia de pares, um dia após perder a final do torneio de Viena.

Cabral já partilhava o recorde anterior, com João Sousa, depois de ambos terem chegado ao 26.º posto de pares, embora o vimaranense, que esteve nesse posto em maio de 2019, mantenha a melhor posição de sempre em singulares, com o 28.º posto em maio de 2016.

Francisco Cabral disse sentir “um orgulho imenso” por ser o português mais bem classificado de sempre num ranking ATP, classificando este como um “ano fantástico”.

O jogador, então 27.º colocado na hierarquia mundial, a jogar ao lado do parceiro austríaco Lucas Miedler (29.º ATP), perdeu no domingo a final do ATP 500 de Viena frente aos britânicos Lloyd Glasspool e Julian Cash, número um e quatro do mundo, respetivamente, mas garantiu a subida no ranking.

“É um orgulho imenso ser o português que mais alto subiu num ranking ATP. São muitos anos de trabalho e as coisas estão a ir num rumo muito bom. Tem sido um ano fantástico e cheio de novas conquistas e estou muito feliz por tudo o que alcancei. Tenho objetivos maiores do que ser o melhor português no ranking, mas é obviamente um marco importante para mim”, avançou em declarações à Lusa, esperando “motivar e inspirar as novas gerações do ténis português”.

O portuense, de 28 anos, que tinha sido 26.º em final de agosto, está a viver uma das melhores temporadas da carreira, contando já com dois títulos, em Hangzhou e Gstaad, além de duas finais, sempre ao lado do austríaco Lucas Miedler, que desceu a 35.º.

A dupla luso-austríaca é também 11.ª na corrida para a presença nas ATP Finals, destinada aos oito melhores pares, numa lista liderada pelos britânicos Julian Cash e Lloyd Glasspool, que venceram Cabral e Miedler na final de Viena.

“Foi uma final muito complicada. Eles são a melhor dupla do mundo e mostraram-nos isso mesmo em campo. Talvez tenhamos entrado um pouco mais nervosos do que o habitual, mas o nível deles foi mesmo muito alto desde o primeiro ponto. Felizmente conseguimos subir o nível do segundo set e tornar a final mais equilibrada”, comentou Cabral, defendendo que “apesar da derrota, acabou por ser uma semana super positiva e com boas vitórias”.

Em singulares, Nuno Borges subiu uma posição e é 46.º, com Jaime Faria (151.º) e Henrique Rocha (162.º) a descerem, num ranking que continua a ser liderado pelo espanhol Carlos Alcaraz, seguido do italiano Jannik Sinner e do alemão Alexander Zverev.

No setor feminino, a bielorrussa Aryna Sabalenka mantém a liderança, à frente da polaca Iga Swiatek e da norte-americana Coco Gauff, com Francisca Jorge a aproximar-se do top 200, ao subir ao 206.º posto, com a sua irmã Matilde Jorge a ser 253.ª.