Sem título real, honras de príncipe e a residência de Royal Lodge, André Mountbatten Windsor vai começar a sua vida enquanto cidadão comum com uma ajuda do irmão. Segundo o The Guardian, de forma a evitar que gaste demasiado neste nova fase, está a ser discutida a atribuição de um subsídio anual e um grande pagamento único inicial ao ex-duque de York.

O plano inclui uma quantia inicial de seis dígitos para cobrir a mudança do Royal Lodge para uma residência privada em Sandringham, Norfolk, seguido por uma anuidade, paga com fundos privados do rei Carlos III, e que se acredita ser várias vezes superior à pensão paga pela marinha no valor de 23 mil euros anuais.

Na passada quinta-feira, foi noticiado o início de um processo formal para retirar os títulos reais a André. O governo britânico foi consultado antes do anúncio do Palácio de Buckingham e deixou clara a sua convicção de que é constitucionalmente adequado que o rei tome essa decisão. Ainda assim, nos próximos dias, uma autorização real para remover formalmente o direito de Mountbatten Windsor de usar o título de príncipe e de Sua Alteza Real serão processadas.

Já está sexta-feira, membros de uma comissão do Congresso dos EUA que investiga o caso Jeffrey Epstein intensificaram os seus apelos para que André Mountbatten Windsor responda a perguntas sobre as suas ligações com Epstein.

À BBC, o congressista Suhas Subramanyam afirmou que, se André “quer limpar o seu nome, se quer fazer o que é certo pelas vítimas, ele vai apresentar-se”, sugerindo que pode fazê-lo remotamente, ter um advogado presente e falar com o painel em privado.

“O nome de André surgiu muitas vezes nas declarações das vítimas. Portanto, ele claramente tem conhecimento sobre o que aconteceu e só queremos que se apresente e nos diga o que sabe”, continuou, acrescentando: “Não importa quem seja — americano ou não — todos devem ser investigados.”

“No entanto, se André deseja vir para os Estados Unidos ou se já está aqui, então está sujeito à jurisdição do Congresso dos EUA, e eu esperaria que ele testemunhasse”, afirmou também Raja Krishnamoorthi, membro da comissão. “No final de contas, queremos saber exatamente o que aconteceu, não apenas para fazer justiça aos sobreviventes, mas para evitar que aconteça novamente”, acrescentou.

“Compareça perante o Congresso dos EUA, testemunhe voluntariamente. Não espere por uma intimação. Venha testemunhar e conte-nos o que sabe”, apelou.