O festival MUMA, desenvolvido pela Associação Cultural Música Vadia, volta, em novembro, ao Faial, nos Açores, de 14 a 15 de novembro, onde se inclui a apresentação do “Murmurinho”, projeto de arte participativa, foi esta segunda-feira anunciado.
“Depois de vários anos a crescer — e a tornar-se uma máquina pesada para uma estrutura associativa voluntária — o MUMA passou por uma crise existencial e pensou em desaparecer, deixando o palco inteiro para o Murmurinho (um rebento do festival que ganhou vida própria)”, explica a organização, em nota de imprensa.
O festival MUMA, que já vai na sua nona edição, abre com o projeto de arte participativa “Murmurinho #4: Quem foi que soprou?”, a 14 de novembro, às 21h30 locais (22h30 em Lisboa), no antigo quartel dos Bombeiros Voluntários do Faial, na Praça da República (Horta), num palco criado especialmente para esta ocasião.
Este ano, aquele projeto de arte participativa conta com a direção artística da produtora e cantautora Silly (Maria Bentes), a cocriação e interpretação dos alunos do Laboratório de Composição Musical do Conservatório Regional da Horta, e a participação especial de jovens músicos da Filarmónica Artista Faialense e do coro Murmurinho, que integra voluntárias e voluntários que se têm vindo a juntar a cada ano.
Ao longo de três residências, que decorreram entre abril e novembro deste ano, Maria Bentes e os jovens alunos criaram várias composições “sob o signo do encontro e da descoberta de quem chega à ilha e de quem lá está”, num encontro que “proporcionou, por um lado, instrumentistas clássicos, por outro, a manipulação eletrónica do som”, explica a organização.
O segundo dia do MUMA arranca às 22h30 locais com um live act de XEXA, produtora e cantora luso-são-tomense, que acaba de lançar Kissom pela Príncipe Discos.
À meia-noite, sobe ao palco Fidju Kitxora, um projeto artístico/coletivo que transita entre Cabo Verde e Lisboa, e que lançou o Racodja em 2024 e, desde então, já passou por vários pontos da Europa e pelas principais salas e festivais portugueses.
A segunda noite do festival termina com um encontro de DJ e de gerações, com atuações de Gonçalo Tocha — no seu “alter ego” de DJ Tocha Dábaile — a que se junta o jovem faialense André Oliveira (DJ Raiospartam).
Os bilhetes para ambas as noites estão à venda na bilheteira do Mercado Municipal da Horta e, se forem adquiridos antes do dia do espetáculo, custam 5 euros para a primeira noite, 8 euros para a segunda, ou 10 euros para o passe geral.
Os jovens até aos 18 anos não pagam para o espetáculo do “Murmurinho” e têm um desconto de 50% nos bilhetes de dia 15.
A organização realça que o festival apresenta no Faial “o melhor da nova música portuguesa à margem dos grandes palcos” nos dias 14 e 15 de novembro.