A princesa Aiko do Japão, filha única do Imperador Nahurito e da Imperatriz Masako, partiu esta segunda-feira para a sua primeira viagem internacional. O destino é o Laos, uma viagem em comemoração ao 70.º aniversário das relações diplomáticas entre os dois países. “Vou dar o meu melhor”, garantiu a princesa de 23 anos, antes de embarcar num voo comercial no aeroporto internacional de Tóquio esta segunda-feira, citada pelo Japan Times.
Durante os seis dias da viagem oficial, Aiko deve encontrar-se com o Presidente do Laos, Thongloun Sisoulith, participar num banquete de Estado e visitar pontos relacionados com a história e a cultura locais. De acordo com informações fornecidas pela família real japonesa à imprensa, o primeiro compromisso será logo ao final do dia, quando chega à capital, Vientiane, depois de uma escala em Banguecoque. Na terça-feira a princesa será recebida pelo vice-Presidente, Pany Yathotou, para um jantar. Já no dia seguinte a filha dos Imperadores vai ao Centro de Visitantes do COPE, que promove a consciencialização sobre os efeitos decorrentes das bombas que permaneceram inativas desde que foram lançadas no Laos durante a Guerra do Vietname, e assistirá a uma aula de japonês numa escola.
A seguir a princesa viaja de comboio durante toda a quinta-feira rumo à cidade antiga de Luang Pragang, onde encontra um secretário local do Partido Revolucionário Popular do Laos, atual Governo, e visita um hospital infantil. Ainda antes de partir, na sexta-feira, Aiko visita uma exposição de tecidos e encontra-se com cidadãos japoneses residentes no país. Depois, a princesa regressa a Tóquio, também num voo comercial, chegando a solo japonês no sábado.
A princesa popular que está fora da linha de sucessão
Aiko nasceu em 2001 e é a única filha de Nahurito e Masako, que não têm um herdeiro masculino. Durante a juventude, Aiko, também conhecida como princesa Toshi, frequentou o liceu para raparigas Gakushuin, em Tóquio, e passou um verão no Reino Unido, num programa escolar com escala em Etton e em Oxford. À parte disso, pouco se sabe sobre a vida pessoal da princesa, para além do facto de que não está na linha de sucessão.
Atualmente, o direito a ocupar o trono é reservado aos descendentes ou familiares homens, seguindo uma lei promulgada em 1947. A mesma diretriz obriga qualquer mulher da família real japonesa a renunciar a esse estatuto ao casar-se com alguém que não pertença à realeza. Portanto, a não ser que a lei seja alterada, Aiko nunca ocupará o trono. Entretanto, a redução da família real japonesa, que tem atualmente 17 membros, tem motivado discussões sobre a mudança na lei. Em 2006 o então primeiro-ministro Junichiro Koizumi prometeu mudar a lei e permitir que as mulheres herdassem o trono. Já o primeiro-ministro Shinzō Abe anunciou, anos mais tarde, que havia arquivado o projeto de lei para alterar a lei de sucessão. Os apelos para rever as regras começaram a crescer novamente após a entronização do Imperador Naruhito, em 2019. Na altura, sondagens davam conta de um apoio popular à medida, com taxas acima dos 70%. Contudo, as leis continuam sem serem alteradas.
Atualmente o nome mais cotado para assumir o trono japonês é o do príncipe Hisahito, de 18 anos. O jovem foi o primeiro menino em 40 anos a nascer no seio da família real — o último tinha sido o seu pai, Fumihito, irmão mais novo do atual Imperador e que surge em primeiro lugar na linha de sucessão. Neste caminho de acesso ao trono existe ainda um terceiro elemento, o príncipe Hitachi, de 89 anos, que é o tio do atual Imperador.