Já era de ouro, mas esta terça-feira tornou-se o melhor. 85 dias depois de ter conquistado a Bola de Ouro em Paris, a cidade que é a sua casa desde 2023, Ousmane Dembélé é, agora, o novo vencedor do prémio The Best, entregue pela FIFA há dez anos. A época passada foi de sonho para o internacional francês que, com 35 golos e 14 assistências em 53 jogos, ajudou o PSG a erguer quase todos os troféus: Campeonato francês, Taça de França, Supertaça francesa, Liga dos Campeões e Supertaça Europeia. A execeção foi o Campeonato do Mundo de Clubes, onde perdeu frente ao Chelsea na final da primeira edição com 32 equipas. Sobra a Taça Intercontinental que pode conquistar esta quarta-feira, frente ao Flamengo, em Doha, a cidade em que foi coroado pelo organismo que tutela o futebol mundial.

Dembélé, a história de uma promessa adiada que só teve de esperar mais tempo para se concretizar

Desta forma, Dembélé sucede a Vinicius Júnior e tornou-se no sexto jogador a conquistar o The Best, juntando-se a Lionel Messi (2019, 2022 e 2023), Cristiano Ronaldo (2016 e 2017), Robert Lewandowski (2020 e 2021), Luka Modric (2018) e ao brasileiro (2024). Para além disso, o extremo é o quarto a vencer o prémio da FIFA e a Bola de Ouro, da France Football, no mesmo ano, depois de Messi (2019 e 2023), Ronaldo (2016 e 2017) e de Modric (2018) o terem conseguido. Esta é a primeira vez que um jogador francês é eleito o melhor jogador do mundo desde que a FIFA se desvinculou da revista francesa e é a segunda vez que o PSG tem um vencedor, depois de o argentino o ter alcançado em 2022. Para além de tudo isso, o avançado integrou, de forma natural, o onze do ano para a FIFA.

Aos 28 anos, Ousmane Dembélé conquistou o voto de adeptos, selecionadores e capitães das seleções nacionais e jornalistas, depois de uma temperada em que mostrou consistência, liderança e prestações decisivas para colocar o seu clube no caminho da glória. Com Luis Enrique, o internacional francês tornou-se uma peça fundamental no PSG, que redefiniu a sua identidade coletiva e conquistou quase todas as provas que disputou. Para lá do que mostram os números, Dembélé destaca-se pela capacidade de explosão, pela criatividade e pela confiança que dá ao catalão nos momentos decisivos, e que fazem de si uma superestrela. Ainda assim, o início de 2025/26 não foi totalmente positivo para o francês, que se encontra ainda a recuperar de lesão e não deverá ser titular frente ao Flamengo.

Dembélé conquistou um lugar à mesa dos melhores: francês vence The Best pela primeira vez, Nuno Mendes e Vitinha no onze do ano

“Gostaria de agradecer a todos os meus colegas de equipa. O trabalho compensa. Foi um ano fantástico para mim, tanto individualmente como coletivamente. Agradeço também à minha família, ao meu clube, o PSG, ao presidente [Nasser Al-Khelaïfi], à equipa técnica e a todos os que trabalham no clube, incluindo Luís Campos [consultor]. Espero voltar novamente no próximo ano”, partilhou Dembélé no palco do The Best com um sorriso no rosto, depois de ter recebido o prémios das mãos de Gianni Infantino, presidente da FIFA.