Luis Suárez. Foi este o nome que imperou nos quatro golos do Sporting frente ao Rio Ave, três deles na primeira pessoa. Na despedida de 2025, os leões golearam os vilacondenses (4-0) com hat-trick e uma assistência do colombiano que, pela primeira vez, chegou aos três golos numa partida com a camisola do bicampeão nacional, depois de ter somado três bis e um poker ao serviço da seleção da Colômbia. Desta forma, a equipa de Rui Borges aproveitou da melhor forma a escorregadela do Benfica em Braga e cimentou o segundo lugar com cinco pontos de vantagem para o rival, colocando-se, à condição, a dois pontos do líder FC Porto, que entra em campo esta segunda-feira.
Com esta vitória, o Sporting terminou a 16.ª jornada com 13 vitórias, registo que atingiu pela terceira temporada consecutiva, algo inédito nos últimos 77 anos. Tal como aconteceu em 2022/23, os leões têm, pelo menos, 41 pontos ao cabo de 16 jornada do Campeonato Nacional, naquela que é a sua melhor pontuação desde então. Olhando aos jogos disputados no Estádio José Alvalade em 2025, só Borussia Dortmund, em fevereiro, na primeira mão do playoff da Liga dos Campeões (0-3) e FC Porto, em agosto, na Primeira Liga (1-2), venceram a equipa de Rui Borges, que marcou 74 golos nos 25 jogos disputados no ano que está prestes a terminar, com 21 golos sofridos.
“Foi uma exibição de menos a mais. Fomos muito lentos na primeira parte e previsíveis nos passes. Deixámos o Rio Ave fazer o que são fortes — contra-ataques e ataques rápidos —, com perdas de bola e passes falhados… Acabámos por desbloquear de bola parada e a segunda parte foi mais à nossa imagem: dinâmicos, mentalmente capazes e a perceber o que o jogo estava a pedir. Tivemos uma variação mais rápida da bola, atacámos a profundidade, com ligações com o terceiro homem. Fomos a equipa que somos e chegámos aos golos com naturalidade. O Maxi está bem, dá-nos aceleração, ataque à profundidade e jogo interior. O Ioannidis estava a baixar demasiado na primeira parte e não podia, porque depois ficava fora de zonas de finalização nos cruzamentos. Perdemos muitas bolas no jogo interior ao ser imprevisíveis. Precisávamos de atrair por fora para arranjar espaço por dentro. Na segunda parte tivemos espaço e fizemos golos”, começou por dizer Borges à sport tv.
[Veja o resumo do Sporting-Rio Ave:]
“Deixa-me satisfeito também não sofrer golos. O André Luiz entrou na segunda parte para ser mais rápido na profundidade e tentar expor o Inácio com o cartão amarelo. Tivemos sempre muito mais equilibrados. O Edu Quaresma fez uma grande segunda parte. Fez um grande jogo e está doente. O Fotis Ioannidis e o Maxi Araújo também. O Quaresma fez uma segunda parte de Seleção Nacional, com e sem bola, equilibrado, perspicaz e ligado ao jogo. A energia da segunda parte foi a energia normal. Os golos aconteceram naturalmente pelas dinâmicas que temos e pela ambição da equipa, que procura muito o golo. Benfica? Não me diz nada. Resta-me focar no que controlamos que são os nossos jogos. Temos de ir à procura do primeiro lugar. Estamos a dois pontos. O ano correu bem ao Sporting. O importante é o clube e não o treinador. Quem faz os treinadores e os jogadores é o clube. Para ficar na história é preciso ganhar troféus. Queremos muito manter-nos na história do Sporting. Desejo já um feliz 2026 a todos os sportinguistas e a toda a gente, com muita saúde”, concluiu.