O histórico de jogos recentes em Barcelos mostrava dificuldades, a campanha do Gil Vicente numa primeira volta que fica na história do clube adensava os problemas, a expulsão de Gonçalo Inácio numa equipa que já tinha quase um onze inteiro de fora acabou por ser a estocada final para o deslize e, pela segunda temporada consecutiva, o Sporting voltou a deixar pontos no Minho depois do nulo de 2024/25, sendo que nas últimas quatro deslocações os leões apenas conseguiram ganhar uma vez entre três igualdades.

O balázio de 70 metros que virou um tiro no porta-aviões (a crónica do Gil Vicente-Sporting)

Nem tudo foi negativo. Luis Suárez deu continuidade ao grande momento que atravessa (apesar de não ter marcado na oportunidade que podia ter definido o encontro na segunda parte), chegando aos 19 golos na presente temporada e aos 15 no Campeonato que o colocam no topo da lista dos melhores marcadores, com mais um do que Pavlidis e mais quatro do que Samu. Até na comparação com Gyökeres o avançado colombiano sai na frente, com mais quatro golos do que o sueco no final da sua primeira volta. No entanto, aquele que é o maior dos males deste Sporting voltou a ensombrar a equipa quando não podia escorregar.

Os leões terminam a primeira volta até com mais um ponto do que na última temporada, em que iam na frente com um ponto de avanço sobre o Benfica (sem haver um super FC Porto como na presente época), mas não conseguiram ganhar a nenhum dos top 5 da classificação, naqueles que foram os únicos encontros em que a equipa não venceu na primeira volta: derrota com o FC Porto (2-1), empate com o Sp. Braga (1-1), empate com o Benfica (1-1) e empate com o Gil Vicente (1-1). Mais: nas igualdades consentidas, os leões começaram por marcar primeiro, não conseguindo depois conservar (ou alargar) a vantagem. Com isso, poderão ficar a sete pontos da liderança caso os dragões vençam o Santa Clara nos Açores este domingo, algo que parece não preocupar em demasia Rui Borges nesta fase “por haver muitos pontos em disputa”.

“Na primeira parte não entrámos muito bem, o Gil conseguiu criar um ou outro lance de perigo em bolas paradas, em jogo corrido não me lembro de nenhum. Podíamos ter criado mais situações perto da baliza, sermos mais incisivos na área. Na segunda parte podíamos ter feito o 2-0, até à expulsão do Inácio tínhamos o jogo controlado, o perigo do Gil era nas bolas paradas. A partir dos 20 minutos da segunda parte, perdemos algumas bolas e deixámos o Gil acreditar. Com menos um, acaba por chegar ao empate. Nos últimos minutos é mais coração do que outra coisa… Empate com dez? Acabámos por não dar muito sentido ao que iria pedir, é o que é. É levantar a cabeça e seguir o nosso caminho”, apontou o técnico à SportTV.

“A atitude esteve do início ao fim, isso será sempre assim. Apesar de tudo fizemos um bom jogo. A expulsão ainda faz acreditar mais. Nos últimos minutos acho que era mais com coração do que com organização. Muitas ausências? Já estou a pensar no que tenho de fazer para o próximo jogo, a minha cabeça já está a pensar em encontrar soluções e fazermos um bom jogo [nas meias-finais da Taça da Liga]. Sete pontos de diferença se o FC Porto ganhar? Já disse isso ontem [quinta-feira] em relação a quem vem atrás, há muito ponto por disputar. Estamos focados no que controlamos e no que temos de fazer”, concluiu Rui Borges.

“Tivemos chances para marcar, não conseguimos e depois os últimos dez minutos foram muito difíceis. Tivemos uma grande mentalidade, mesmo com dez jogadores, fizemos pressão nos últimos cinco minutos mas não conseguimos… Até ao vermelho tivemos grandes oportunidades mas não conseguimos marcar, depois com a expulsão ficou mais difícil. Não saio daqui feliz com um ponto. FC Porto? Estamos só focados no Sporting. Agora queremos ganhar a Taça da Liga e somar um novo troféu”, destacou Hjulmand.