O mês de janeiro continua a estar longe do ideal para as hostes encarnadas. Depois de começar o novo ano a dez pontos do líder FC Porto, no terceiro lugar do Campeonato Nacional, devido ao empate em Braga (2-2) nos últimos dias de 2022, o Benfica voltou a entrar em ação nas restantes três competições, mas o cenário não se inverteu. Primeiro, na Taça da Liga, as águias voltaram a claudicar frente ao Sp. Braga, nas meias-finais da competição (1-3). Na semana seguinte, a equipa de José Mourinho teve pela frente mais uma difícil deslocação ao Dragão e, nos quartos de final da Taça de Portugal, caiu diante do FC Porto (0-1). Já nos últimos dias, o Benfica entrou em campo para disputar as últimas duas jornadas da Liga dos Campeões, mas a derrota em Turim, frente à Juventus (0-1), deixou bastante complicada a missão dos encarnados, que ainda têm que receber o Real Madrid, num jogo em que a vitória pode não ser suficiente para seguir em frente.
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Foi neste contexto que, na manhã deste sábado, o plantel de Mourinho voltou a trabalhar no Benfica Futebol Campus, na véspera de receber o Estrela da Amadora em mais uma jornada da Primeira Liga. Parecia mais um dia normal de trabalho, que iria terminar na antevisão de Mourinho ao jogo, feita apenas à BTV. Contudo, cerca de 200 adeptos decidiram deslocar-se ao centro de treinos do clube para alegadamente, e segundo a CMTV, pedirem explicações à direção liderada por Rui Costa e ao plantel treinado pelo Special One. Segundo a CMTV, os apoiantes benfiquistas bloquearam, numa primeira fase, e segundo as televisões, a entrada do Benfica Campus.
Mais tarde, já com reforço policial no local, apenas quatro adeptos terão sido autorizados a entrar no Benfica Campus, mas as autoridades terão autorizado, posteriormente, a entrada de todos os presentes que, entretanto, já saíram do Benfica Campus. A mesma fonte indica que um adepto foi entretanto autorizado a conversar com representantes do Benfica. A CNN avançou que falaram com Otamendi, Simão Sabrosa e José Mourinho e, mais tarde, o Benfica confirmou que foram recebidos.
Na antevisão apenas à BTV, antes do comunicado do Benfica, Mourinho não foi questionado sobre o tema nem fez qualquer declaração sobre o assunto.
Não foi relatado qualquer incidente, sendo que os jogadores do plantel principal começaram a abandonar o centro de treinos por volta das 13 horas. Em causa estará a atual situação desportiva do clube da Luz, com especial incidência para os resultados negativos vividos na última semana. Nenhum dos adeptos falou às televisões que noticiaram a concentração de adeptos.
O Benfica fez, entretanto, um comunicado, indicando que “um grupo de adeptos deslocou-se nesta manhã de sábado, 24 de janeiro, de forma espontânea e pacífica, ao Benfica Campus, no Seixal, tendo sido convidado e autorizado a entrar por parte do Diretor-Geral, Mário Branco, o qual promoveu um encontro no qual estiveram igualmente presentes o Diretor-Técnico, Simão Sabrosa, o Treinador, José Mourinho, e os Capitães de equipa, Nico Otamendi, António Silva, Fredrik Aursnes e Tomás Araújo”. Não é feita qualquer referência a Rui Costa.
E garante que “a conversa, na qual tomaram a palavra os representantes do grupo de adeptos e também Mário Branco, José Mourinho, Simão Sabrosa e Nico Otamendi, decorreu num ambiente de enorme respeito, cordialidade e espírito construtivo, terminando com a garantia de reforço do compromisso de união que, mais do que nunca, deve imperar nesta fase, perante os desafios que se colocam ao SL Benfica até final da época.”
Esta situação acontece menos de três meses depois de Rui Costa ter sido reconduzido na presidência do Benfica, numa eleição que contou com dois sufrágios. No primeiro, o incumbente alcançou 42,13% dos votos, contra os 30,26% de João Noronha Lopes, adversário que o acompanhou na segunda volta. A 8 de novembro, o candidato da Lista G venceu com 65,89%, numa eleição recorde que contou com 93.891 votantes.