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São 7 horas. As notícias com Carlos Pedro.
Jornal das sete na Rádio Observador. A ativista Renata Câmara pede explicações a Carlos Moedas sobre o despacho que determina a saída da Acampada de Lisboa da Praça do Rossio. O autarca baseia-se num parecer do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP. O documento diz que o mercado natal, cujo nome oficial para este ano é Rossio Christmas Market, não é conciliável com a manifestação de Renata Câmara. As autoridades indicam que o mercado tem preponderância face ao protesto pela habitação. A porta-voz da Acampada de Lisboa acusa a autarquia lisboeta de não executar a sentença do tribunal, que tinha autorizado Renata Câmara a colocar uma tenda na Praça Dom Pedro IV. Aos microfones da SIC, Renata Câmara diz que os pedidos de esclarecimento enviados pela própria têm sido ignorados na Câmara de Lisboa.
Carlos Moedas saltou diretamente para o último recurso, que é dizer: "Ok, vocês agora têm estes três sítios, vão para um deles à vossa escolha". Só que antes de chegarmos a esse ponto, existe efetivamente a responsabilidade por parte de Carlos Moedas de explicar quais é que foram as soluções procuradas de compatibilização e por que nenhuma delas-
As soluções não foram apresentadas.
Não foram. Ainda ontem eu tinha pedido exatamente por escrito quais é que elas tinham sido, por que elas não seriam válidas. O meu e-mail foi absolutamente ignorado e hoje recebi o despacho onde se tenta forçar, no fundo, abrir as portas para uma intervenção policial.
Renata Câmara pediu a suspensão do despacho de Carlos Moedas. Considera também que o mercado natal pode deslocar-se para outro local da cidade. Entretanto, a advogada Leonor Caldeira, que representa Renata Câmara, refere que a Polícia Municipal já se deslocou ao Rossio para avisar que iria ser cumprido o despacho da autarquia. Do lado do município, Carlos Moedas dá três alternativas aos manifestantes: o Largo de São Domingos, a Praça do Martim Moniz ou os Restauradores. Para este sábado, o grupo Mães pela Acampada promove uma vigília em Lisboa contra as cargas policiais sobre os manifestantes pelo direito à habitação. O grupo exige o fim imediato destas cargas policiais e pede respeito pela liberdade de expressão e de protesto. A concentração arranca na Praça dos Restauradores às 19h. Às 20h30, a manifestação desloca-se para a Praça do Rossio. Mudamos de tema neste jornal. As autoridades portuguesas estão em alerta elevado para ameaças de bomba e ciberataques, depois de três dias seguidos de ameaças em vários países da Europa. Em Portugal, um voo da Ryanair com destino a Roma foi impedido de descolar ontem na hora prevista por suspeitas de que teria uma bomba a bordo. O caso foi reportado publicamente pela PSP, mas o Observador sabe que não foi caso único. Também durante o dia de ontem, outros dois voos da TAP, um com destino a Paris e outro que viajava para Copenhaga, foram alvo de ameaças de bomba. Em todos estes casos, as informações foram transmitidas à PSP diretamente pelo FBI, a Agência Norte-Americana de Investigação Criminal. Não há consenso acerca da origem destes ataques, mas tanto Rússia como Irão são suspeitos de tentar provocar o caos através de ataques híbridos. Também no início desta semana, sete lojas Intermarché anunciaram ter sido afetadas por ataques aos sistemas de refrigeração. Entretanto, dois grupos pró-Kremlin foram rápidos a reivindicar os ciberataques à tecnologia associada a estes sistemas. Podem ler mais sobre este tema no site do Observador, no artigo assinado pelos jornalistas Pedro Rainho e Martim Andrade. A União Europeia está a trabalhar na criação de leis para punir as lojas que recusem pagamentos em dinheiro. A notícia é do jornal Público, diz que Bruxelas já está a trabalhar nesta matéria desde 2023 e alguns países do Bloco dos 27 já têm mesmo o direito de pagar com dinheiro físico inscrito na Constituição. Em Portugal, o PCP questionou o supervisor bancário nacional e o Ministério das Finanças sobre as inovações nos pagamentos digitais em terminais da Transtejo e Soflusa. Isto porque as bilheteiras assistidas deixaram de permitir compras com numerário. Na resposta, o Banco de Portugal admite que não tem poderes para garantir que todas as lojas ou espaços comerciais aceitem notas e moedas físicas. A autoridade liderada por Álvaro Santos Pereira tem vindo a notar que o legislador nacional optou por não estabelecer uma sanção para o efeito. O que é certo é que a União Europeia pretende implementar um diploma que prevê a aceitação de pagamentos em numerário como obrigatória, sendo que as exceções podem se prender com a apresentação de notas cujo valor seja manifestamente desproporcional em relação ao valor do montante a liquidar. Na atualidade internacional, na madrugada de sábado, a Rússia lançou novos ataques contra Kiev. De acordo com o presidente da Câmara, Vitali Klitschko, foram utilizados mísseis balísticos contra a capital ucraniana, tendo destroços atingido um edifício residencial. A fachada de outro edifício residencial também sofreu danos na capital ucraniana. O preço dos combustíveis vai descer bastante na segunda-feira. Na gasolina, o preço desce 11,5 cêntimos por litro. No gasóleo, a descida é de 9 cêntimos a partir da próxima semana. São dados da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis e já contam com o acerto no ISP, que o governo costuma fazer. Ricardo Marques, analista de mercados energéticos, reconhece que as eleições intercalares dos Estados Unidos podem ter contribuído para a diminuição dos preços.
Houve também uma situação. Saíram alguns relatórios de analistas a explicar que no mês de outubro a quantidade de petróleo que foi produzida e que foi exportada já superou o consumo, algo que não acontecia há muitos meses. Este relatório coincidiu também com as eleições, mas são tudo sinais de que o mercado começa a ficar equilibrado e que não é preciso ir a reservas para as refinarias se abastecerem.
A análise de Ricardo Marques, analista em mercados energéticos, avisa, contudo, que é uma situação instável e afirma que o Estreito de Ormuz está a ser menos utilizado. Fica por aqui este jornal das 19h.