Começa a estar habituado aos jogos grandes, ainda não tinha feito nenhum clássico nem dérbi na presente temporada. Luís Godinho, árbitro de 40 anos da Associação de Futebol de Évora, foi o árbitro nomeado para o encontro entre FC Porto e Sporting, no seguimento de uma época em que dirigiu por quatro ocasiões jogos dos dragões ou dos leões, estando no FC Porto-Nacional (1-0) e no Tondela-FC Porto (0-2) bem como no Estoril-Sporting (0-1) e no V. Guimarães-Sporting das meias-finais da Taça da Liga (2-1) entre as 26 partidas onde marcou presença incluindo Champions, Liga Europa, qualificações UEFA e até… Taça saudita.
Luís Godinho arbitra clássico entre FC Porto e Sporting pela terceira vez
Seguia-se então o clássico depois de estar no Tondela-Benfica (0-0), numa escolha que não demorou a ter uma reação por parte de André Villas-Boas, líder dos azuis e brancos. “Apenas posso registar as estatísticas do Luís Godinho com o FC Porto, são evidentes. Não posso deixar de registar as excelentes atuações que teve esta época em jogos do FC Porto. Começava pelo jogo do Tondela, o outro [Nacional] ficou marcado por lances de má decisões, com o Conselho de Arbitragem a recriminar o árbitro. De resto, o registo e passado histórico são conhecidos. Foi uma nomeação do Conselho de Arbitragem. Já tomámos posição em relação ao Conselho Arbitragem, em relação à falta de fé que temos nele”, apontou na semana passada.
Era nesse contexto que chegava o primeiro jogo grande de 2025/26 depois de ter sido eleito o melhor árbitro da última temporada, sucedendo a João Pinheiro nessa posição. E se o arranque teve poucos “casos”, houve um outro filme na parte final do segundo tempo nos lances que acabaram por valer os dois golos.
[Ouça aqui a análise do ex-árbitro Pedro Henriques no Sem Falta da Rádio Observador]
A primeira parte teve dois amarelos, ambos nos descontos a Victor Froholdt por um toque na cara de Pedro Gonçalves e a Diomande por uma falta sobre Samu a impedir uma saída prometedora, alguns momentos de maior tensão entre jogadores sem passar limites e um caso de protestos por uma grande penalidade, num lance em que Pepê ganhou em velocidade a Maxi Araújo, tentou depois vir para dentro e caiu depois de ser tocado na zona do peito. Luís Godinho, em cima da jogada, mandou seguir tal como o VAR.
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No segundo tempo, todas as decisões mais complicadas ficaram centradas do minuto 70 para a frente. Tudo começou com o lance do golo do FC Porto marcado por Fofana, que motivou grandes protestos de todos os jogadores do Sporting por uma alegada falta de Deniz Gül sobre Hjulmand que o VAR não identificou (e o capitão leonino ainda viu amarelo). Já com os dragões em vantagem, a formação verde e branca ainda pediu um penálti de Bednarek por corte com o braço após remate de Gonçalo Inácio na área (90′) antes do lance que valeu mesmo o empate por um braço de Francisco Moura depois de um cruzamento de Iván Fresneda (90+7′). Pelo meio, houve ainda um lance de maior confusão junto ao banco portista após uma falta de Maxi Araújo sobre Pepê (90+3′) e uma ação que passou ao lado de Luís Godinho, com os apanha-bolas portistas a recolherem os cones e bolas que estavam no campo para trás dos painéis de publicidade.