Foi apresentado como um projeto megalómano e que prometia revolucionar o futebol europeu, mas parece ter chegado ao fim quase cinco anos depois. Anunciada a 18 de abril de 2021, a Superliga Europeia prometia ir contra o poderio da UEFA e contou, numa primeira fase, com AC Milan, Arsenal, Atl. Madrid, Barcelona, Chelsea, Inter Milão, Juventus, Liverpool, Man. City, Man. United, Real Madrid e Tottenham como fundadores. A ideia acabou por não ser bem vista no mundo do futebol, em particular junto dos adeptos e, pouco dias depois, os clubes ingleses decidiram colocar-se à margem, juntamente com os italianos e os colchoneros. Sobravam blaugranas, blancos e bianconeris, com este último emblema a “saltar fora” em junho de 2024.
O que é, quem a criou e porque é polémica? Nove respostas sobre a controversa Superliga Europeia
O anúncio da nova competição acabou por coincidir com a mudança de formato nas competições europeias, com especial incidência na Liga dos Campeões, que passou de 32 para 36 clubes, aumentou o número de jogos na fase de liga e na fase a eliminar e passou a distribuir mais dinheiro pelos participantes. Ainda assim, só no passado é que o Barcelona anunciou a sua intenção de abandonar a Superliga, deixando o Real Madrid “sozinho”. Até esta quarta-feira. Ao início da tarde, os merengues partilharam um comunicado no seu site oficial, dando conta de um princípio de acordo com a UEFA, presidida por Aleksander Ceferin, e a Associação de Clubes Europeus (EFC), liderada por Nasser Al-Khelaïfi, alcançado “pelo bem do futebol europeu de clubes”.
Comunicado Oficial: la UEFA, la European Football Clubs (EFC) y el Real Madrid C. F. llegan a un acuerdo por el bien del fútbol europeo de clubes.
— Real Madrid C.F. (@realmadrid) February 11, 2026
“A UEFA, a EFC e o Real Madrid chegaram a acordo pelo bem do futebol europeu de clubes. Depois de meses de conversações, mantida em prol do futebol europeu, a UEFA, a EFC e o Real Madrid anunciam que chegaram a um acordo de princípios, respeitando o princípio de mérito desportivo e enfatizando a sustentabilidade ao longo prazo dos clubes e melhorando a experiência dos adeptos mediante o uso da tecnologia. Este acordo de princípios também servirá para resolver as suas disputas legais relacionadas com a Superliga Europeia, uma vez que se implementou um acordo definitivo”, lê-se na nota partilhada pelo Real Madrid. Segundo a imprensa espanhola, este acordo resulta de um processo de negociações que durou três meses.
Os madrilenhos e a Superliga Europeia, através da A22 Sports Management, empresa promotora da competição, mantinham um processo judicial contra a UEFA, no qual pretendiam ser indemnizados em 4.500 milhões de euros por danos e prejuízos causados, bem como por contra do lucro que a competição perdeu por não ter visto a luz do dia. De recordar que Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, era o principal organizador da Superliga Europeia, que entretanto passou a Unify League, depois de ter alterado o seu modelo competitivo no final de 2024.