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Vários museus e monumentos nacionais, incluindo o Palácio da Ajuda e o Museu Nacional de Arte Antiga, sofrem há anos com infiltrações que têm vindo a pôr em risco estruturas e obras de arte com vários séculos — e que agora se agravaram com as fortes chuvas do último mês.
De acordo com uma reportagem publicada esta sexta-feira pelo jornal Público, os diretores de vários destes museus e monumentos queixam-se de que a falta de manutenção regular, dificultada pela necessidade de contratações externas, está a contribuir decisivamente para o agravamento das condições de conservação dos edifícios e das obras de arte.
Vários dos responsáveis esperam, por esta altura, que o financiamento do PRR possa ajudar a resolver estes problemas.
Um dos casos mais graves é o do Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, um dos monumentos mais visitados da cidade e também o palco de tomadas de posse de governos e de outras importantes cerimónias do Estado. De acordo com o Público, em várias das salas abundam baldes e cobertores para recolher a água que escorre dos telhados — e já há partes do teto e das paredes danificadas pela humidade.
“Esta situação das infiltrações agravou-se nos últimos anos e agora, com as tempestades, ainda mais”, disse o diretor do palácio, José Alberto Ribeiro, ao Público, garantindo que tem reportado estas necessidades à tutela.
O Museu Nacional de Arte Antiga, também na capital, encontra-se em situação semelhante. “Chove há anos no museu, e este ano mais, é claro”, afirmou a diretora do museu, Maria de Jesus Monge, sublinhando que uma das maiores dificuldades passa pela ausência de equipas de manutenção internas: “Quando os museus e o palácio tinham equipas de manutenção, isto não acontecia assim. Agora é tudo com contratações externas, o que dificulta. Se hoje não substituímos uma telha, dentro de dois anos temos de substituir o telhado.” Este museu encontra-se encerrado desde setembro para obras ao abrigo do PRR.
O mesmo jornal dá conta de danos causados pelas chuvas em vários outros museus que sofrem há anos de infiltrações, incluindo o Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra, o Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, em Lisboa, o Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, o Panteão Nacional, em Lisboa, bem como vários outros museus públicos por todo o país — todos na expectativa de aproveitar fundos do PRR para as obras.