A inauguração da obra, da autoria da artista Mariana Malhão, está agendada para a próxima segunda-feira, 18 de maio, às 15h, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, e será acompanhada pela realização de rastreios respiratórios à população pela Fundação Portuguesa do Pulmão, que decorrem no local entre as 13h e as 17h.

Uma estrutura que normalmente passa despercebida, a Estação de Monitorização da Qualidade do Ar, numa das avenidas mais movimentadas de Lisboa, está prestes a ganhar uma nova vida para dar visibilidade a uma luta muitas vezes silenciosa: a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), que influenciada por fatores ambientais, como a poluição, é a quinta principal causa de morte em Portugal, embora 70% da população não saiba no que consiste.

Para responder a este desconhecimento, a campanha “Mais Ar Para Viver”, promovida pela Sanofi em parceria com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR LVT), e que conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), do Grupo de Estudos de Doenças Respiratórias (GRESP) da APMGF, da Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP), da Associação Portuguesa de Pessoas com DPOC e outras Doenças Respiratórias Crónicas (RESPIRA), e da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), ganha ‘cor’ através de um mural que une arte, saúde e ambiente. A intervenção artística usa a metáfora visual dos balões para representar os pulmões.

A qualidade do ar que respiramos tem um impacto direto na nossa saúde, tal como a forma como preservamos o meio ambiente se reflete no nosso bem-estar. Como tal, melhorar a qualidade do ar é, consequentemente, promover uma melhor qualidade de vida. Num contexto em que a poluição atmosférica constitui um dos principais fatores de agravamento das doenças respiratórias, as alterações climáticas estão a intensificar ainda mais este risco. Neste sentido, a escolha da Avenida da Liberdade para acolher este mural não foi ao acaso. Reconhecida historicamente como uma das zonas com maiores níveis de poluição em Lisboa, esta localização simboliza de forma clara a relação estreita entre o ambiente urbano e a saúde respiratória.

Assim, sob o pincel da artista Mariana Malhão, a intervenção surge como uma resposta criativa a este problema de saúde pública, transformando-o numa obra de arte pública e acessível.

“Neste mural, criei uma narrativa visual na qual os balões representam os brônquios — por vezes, cheios de vida, outras vezes murchos. O desafio e responsabilidade de representar a DPOC numa obra artística significou, para mim, dar visibilidade à doença e contribuir para a sua consciencialização. Espero que o mural sensibilize para que, coletivamente, nos relembremos de cuidar do ambiente, da qualidade do ar e da saúde”, explica a artista Mariana Malhão.

A iniciativa pretende reforçar a mensagem de que sintomas como a tosse persistente, a falta de ar com esforço e a expetoração crónica não são normais e exigem atenção médica.

“Respirar é algo tão essencial que, muitas vezes, só lhe damos valor quando nos falta. Com esta iniciativa, queremos tornar visível uma realidade que ainda é pouco reconhecida, promovendo conhecimento e um olhar mais atento sobre a saúde respiratória — e sobre as pessoas que vivem todos os dias com essa limitação.”, afirma Helena Freitas, Diretora Geral Sanofi Portugal.

Para as associações de doentes, dar um rosto à doença é fundamental.

“Viver com DPOC é, para muitos, uma luta silenciosa e invisível. É sentir que o ar nos falta, mas também que falta o conhecimento sobre a doença na sociedade. Esta iniciativa é fundamental porque, finalmente, dá um rosto e uma cor à DPOC, relembrando a todos que precisamos de ‘Mais Ar Para Viver’. Ao transformar uma parede cinzenta numa obra de arte cheia de significado, estamos a dizer a 800 mil portugueses que, com a RESPIRA, não estão sozinhos nem se sentem sós a respirar. E alertamos o resto do país para uma realidade que precisa de mais atenção e empatia.”, explica José Albino, presidente da RESPIRA.

A arte que convida à ação

A escolha da Avenida da Liberdade pretende materializar a ligação direta entre o ambiente urbano, a qualidade do ar e as doenças respiratórias. Além de apreciar a arte, quem passar pelo local no dia da inauguração poderá agir. Entre as 13h e as 17h, a FPP estará a realizar espirometrias, um exame simples para avaliar a função respiratória.

“A falta de ar não é uma consequência normal do envelhecimento; pode ser um sinal de DPOC, uma doença grave que é a quinta principal causa de morte em Portugal. O rastreio, através de um exame simples como a espirometria, pode mudar radicalmente o prognóstico e a qualidade de vida do doente. Estaremos presentes na inauguração do mural com a realização de espirometrias precisamente para passar da sensibilização à ação. Um gesto simples pode fazer toda a diferença para a sua saúde respiratória.”, afirma José Alves, presidente da FPP.

Saiba mais sobre a campanha “Mais Ar Para Viver” aqui.

Entidades envolvidas: A iniciativa “Mais Ar Para Viver” é promovida pela Sanofi

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  • Parceiro Institucional do Mural: Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT)
  • Galeria e Artista: Underdogs Gallery e Mariana Malhão.
  • Apoio Institucional: Câmara Municipal de Lisboa (CML) – Galeria de Arte Urbana.
  • Apoio Científico e Associações: Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), Grupo de Estudos de Doenças Respiratórias (GRESP) da APMGF, Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP), Associação Portuguesa de Pessoas com DPOC e outras Doenças Respiratórias Crónicas (RESPIRA) e Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP).