A empresa de transportes coletivos Horários do Funchal (HF) disse esta terça-feira que nem todas as carreiras vão ser abrangidas por serviços mínimos na greve geral de quarta-feira, acrescentando que 39 devem funcionar normalmente e 21 foram suspensas.

A HF divulgou esta terça-feira a programação das viagens para quarta-feira nas redes sociais e alertou para os possíveis “constrangimentos” provocados pela paralisação. “A Horários do Funchal, por motivos de greve geral de trabalhadores, convocada pela FECTRANS — Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações, declarada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional, informa os seus clientes de que o regular funcionamento das carreiras poderá ser afetado, no dia 3 de junho, entre as 00h00 e as 23h59”, lê-se na informação.

Numa resposta a um pedido de informação da agência Lusa, a administração dos HF esclarece que “a programação das viagens teve por base o histórico de situações análogas e os serviços mínimos decretados, resultantes do despacho conjunto da Secretaria Regional de Equipamentos e Infraestruturas e da Secretaria Regional de Inclusão, Trabalho e Juventude”.

Adianta que os serviços mínimos decretados “não abrangem a totalidade das carreiras da rede” e que o referido despacho “divide o serviço em dois grupos, compreendendo um total de 60 carreiras”.

Assim, indica que estarão 39 carreiras ativas, sendo assegurados percursos considerados essenciais, nomeadamente 001, 002, 003, 004, 008, 009, 010, 011, 012, 013, 014, 015, 016, 019, 020, 021, 022, 024, 026, 029, 031, 034, 036, 037, 038, 039, 040, 042, 044, 045, 046, 047, 060, 061, 062, 090, 092, 110 e 181. As 21 linhas suspensas, nas quais não vão realizar-se quaisquer viagens, são: 005, 007, 017, 027, 028, 032, 033, 043, 048, 049, 050, 070, 082, 083, 093, 094, 105, 108, 115, 125 e 131.

A HF sublinha que “a programação das viagens foi desenhada de forma a assegurar os principais eixos de mobilidade e as necessidades mais críticas da população, tendo por base os dados operacionais recolhidos diariamente e que refletem os padrões habituais de deslocação dos passageiros”. A central sindical CGTP entregou um pré-aviso de greve geral para 3 de junho contra as alterações à lei laboral, após as negociações com o Governo terem terminado sem acordo.

O Governo aprovou em Conselho de Ministros a proposta de lei de revisão da lei laboral, que será discutida no parlamento, uma semana depois de o executivo de Luís Montenegro ter dado por terminadas as negociações sobre as alterações à legislação laboral sem acordo na Concertação Social.

Proposta de lei de revisão da lei laboral deu entrada na Assembleia da República

A paralisação de quarta-feira deverá contar com uma adesão alargada, com vários sindicatos de diversos setores terem já anunciado a sua participação, nomeadamente a função pública, com destaque para saúde e ensino, bem como transportes, aviação, comércio, entre outros.